FORMAS DE APRESENTAÇÃO DAS SUPERFÍCIES ARTICULARES SUPERIORES DE PRIMEIRAS VÉRTEBRAS CERVICAIS EM OSSADAS DE ADULTOS.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1304-1313Palavras-chave:
Anatomia. Variação. Superfície articular. AtlasResumo
A superfície articular superior da primeira vértebra cervical está comumente descrita na literatura por sua diversidade morfológica, podendo ser encontradas as formas: oval, em forma de rim, em forma de oito e dupla superfície articular. O objetivo do estudo foi verificar as várias formas de apresentação da superfície articular superior de primeiras vértebras cervicais e sua relação com o dimorfismo sexual. Para este estudo foram utilizadas 128 primeiras vértebras cervicais de adultos, sendo 42 do sexo feminino e 86 do sexo masculino, todas com idade acima de vinte anos. Todas estas vértebras pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Com relação ao contorno das superfícies articulares, classificou-se estes em quatro tipos: Tipo 1, oval; Tipo 2, em forma de rim; Tipo 3, em forma de oito e Tipo 4 com dupla superfície. Uma outra classificação foi elaborada, agora de acordo com a profundidade da superfície articular, e assim dividiu-se em três tipos: Tipo 1, plana; Tipo 2, concavidade suave e Tipo 3 com concavidade acentuada. Quanto a forma do contorno, observou-se os seguintes resultados: com relação a amostra total (n=128), o Tipo 1 foi encontrado em 28,13% dos casos, o Tipo 2 em 36,72%, o Tipo3 em 18,75% e o Tipo 4 em 16,4%. Em vértebras pertencentes ao sexo masculino (n=86), o Tipo 1 apareceu em 24,42% dos casos, o Tipo 2 em 33,72%, o Tipo 3 em 24,42% e o Tipo 4 em 17,44%. Já no sexo feminino (n=42), o Tipo 1 representou 35,71% dos casos, o Tipo 2, 42,86%, o Tipo 3, 7,14% e o Tipo 4, 14,29. Com relação a profundidade, verificou-se o seguinte: na amostra total (n=128), o Tipo 1 foi verificado em 17,97% dos casos, o Tipo 2 com 54,69% e o Tipo 3 foi visto em 27,34%. No sexo masculino (n=86), o Tipo 1 apareceu em 16,28% dos casos, o Tipo 2 em 56,98% e o Tipo 3 em 26,74%. Já no sexo feminino (n=42), o Tipo 1 foi verificado em 21,43%, o Tipo 2 em 50% e o Tipo 3 em 28,57%. Ao final do estudo, conclui-se que houve variações anatômicas na superfície articular superior da primeira vértebra cervical, tanto no seu contorno como na sua profundidade. Não houve diferença significativa entre os sexos. Sendo assim, estudos como este podem facilitar procedimentos biomecânicos, radiológicos e cirúrgicos da transição craniocervical.
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