IMPACTO TERAPÊUTICO E MECANISMOS NEUROIMUNOMODULADORES DO CANABIDIOL NO PRURIDO REFRATÁRIO DE DERMATOSES CRÔNICAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1500-1508Palavras-chave:
Palavras-chave: Canabidiol, prurido refratário, sistema endocanabinoide, dermatite atópica, neuroinflamaçãoResumo
RESUMO
Introdução: O prurido crônico refratário, definido neste trabalho como aquele com duração superior a seis semanas e resposta insatisfatória às medidas terapêuticas usuais, representa importante desafio na prática dermatológica. O sistema endocanabinoide cutâneo participa da homeostase epidérmica e da comunicação entre queratinócitos, células imunes e fibras nervosas sensoriais. Objetivo: Revisar criticamente as evidências disponíveis sobre o potencial terapêutico do canabidiol (CBD) no prurido refratário de dermatoses crônicas, correlacionando seus mecanismos neuroimunomoduladores à fisiopatologia cutânea. Materiais e métodos: Foi realizada revisão da literatura nas bases PubMed, MEDLINE e Cochrane Library, considerando publicações de 2020 a 2026, além de obras de referência em dermatologia. Foram priorizados ensaios clínicos, estudos de fase II/III e revisões com enfoque mecanístico sobre CBD, sistema endocanabinoide e doenças cutâneas. Resultados: Os estudos identificados sugerem que o CBD pode modular vias relacionadas à sinalização pruriginosa e à inflamação neurogênica, incluindo TRPV1 e receptores canabinoides, além de apresentar potenciais efeitos anti-inflamatórios, antiproliferativos e sebostáticos em dermatoses específicas. Também foram descritas estratégias de formulação, como a nanoencapsulação, destinadas a otimizar a entrega cutânea. Entretanto, a heterogeneidade das evidências e a necessidade de maior padronização dos produtos e estudos clínicos limitam conclusões definitivas sobre eficácia e segurança. Conclusão: O CBD apresenta potencial como abordagem adjuvante no manejo do prurido e de processos inflamatórios cutâneos, mas sua incorporação rotineira à prática dermatológica requer evidências clínicas mais robustas e avaliação criteriosa de segurança.
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