ÚLCERA EM ESCUDO ASSOCIADA À CONJUNTIVITE PAPILAR GRAVE EM ADOLESCENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: RELATO DE CASO

Autores

  • Vitória Izidorio de Souza unesc
  • André de Abreu Guilherme Raimundo
  • Bruno Rosso Bianch
  • Eduardo Pereira Pini
  • Eugenio Esmeraldino Mendes Filho
  • Laura Zavaski Ricken
  • Laura Niero Lucchese

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1200-1209

Palavras-chave:

Palavras-chave: Conjuntivite Alérgica, Úlcera da Córnea, Ceratoconjuntivite Vernal, Transtorno do Espectro Autista, Acuidade Visual.

Resumo

RESUMO

Introdução: A úlcera em escudo é uma complicação corneana associada à doença alérgica ocular grave, especialmente em crianças e adolescentes, podendo comprometer a acuidade visual. Objetivo: Relatar um caso de úlcera em escudo associada a conjuntivite papilar grave em adolescente com transtorno do espectro autista, detalhando os achados clínicos, a abordagem terapêutica e a evolução. Material e métodos: Relato descritivo de caso clínico, baseado em registros de consultas oftalmológicas, incluindo antecedentes, acuidade visual, exame biomicroscópico, tratamento tópico e evolução clínica. Resultados: Paciente feminina, 14 anos, com transtorno do espectro autista, rinite alérgica, ptose congênita em olho direito e hábito de fricção ocular intensa, apresentou hiperemia, prurido e redução da acuidade visual bilateral, predominando no olho direito. Ao exame inicial, apresentava reação papilar 4+ bilateral, ceratite puntacta difusa em ambos os olhos e úlcera corneana central de aproximadamente 1,5 × 1,0 mm no olho direito, sem reação de câmara anterior. Foi iniciado moxifloxacino, acetato de prednisolona e lubrificação intensiva com hialuronato de sódio. Na evolução, o antibiótico foi reduzido e suspenso após seis dias, enquanto os corticosteroides tópicos foram ajustados progressivamente conforme a resposta inflamatória, com introdução de acetato de fluormetolona no olho esquerdo. O defeito corneano reduziu para 0,3 × 0,3 mm em 04/03/2025 e 0,2 × 0,2 mm em 10/03/2025, acompanhando melhora da acuidade visual de 20/150 para 20/25-1 no olho direito. Conclusão: O reconhecimento precoce da doença alérgica ocular grave, o controle da inflamação e a proteção da superfície ocular podem favorecer a reepitelização da úlcera em escudo. O acompanhamento individualizado e a orientação familiar são especialmente importantes diante de fricção ocular recorrente e particularidades comportamentais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

REFERÊNCIAS

BONINI, S. et al. Vernal keratoconjunctivitis revisited: a case series of 195 patients with long-term followup. Ophthalmology, v. 107, n. 6, p. 1157-1163, 2000. DOI: 10.1016/S0161-6420(00)00092-0.

BRUSCHI, G. et al. Vernal keratoconjunctivitis: a systematic review. Clinical Reviews in Allergy & Immunology, v. 65, p. 277-329, 2023. DOI: 10.1007/s12016-023-08970-4.

CAMERON, J. A. Shield ulcers and plaques of the cornea in vernal keratoconjunctivitis. Ophthalmology, v. 102, n. 6, p. 985-993, 1995. DOI: 10.1016/S0161-6420(95)30925-6.

REDDY, J. C. et al. Management, clinical outcomes, and complications of shield ulcers in vernal keratoconjunctivitis. American Journal of Ophthalmology, v. 155, n. 3, p. 550-559.e1, 2013. DOI: 10.1016/j.ajo.2012.09.014.

Downloads

Publicado

2026-08-21

Como Citar

Souza, V. I. de, Raimundo, A. de A. G., Bianch, B. R., Pini, E. P., Mendes Filho, E. E., Ricken, L. Z., & Lucchese, L. N. (2026). ÚLCERA EM ESCUDO ASSOCIADA À CONJUNTIVITE PAPILAR GRAVE EM ADOLESCENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: RELATO DE CASO . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 1200–1209. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1200-1209