ÚLCERA EM ESCUDO ASSOCIADA À CONJUNTIVITE PAPILAR GRAVE EM ADOLESCENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1200-1209Palavras-chave:
Palavras-chave: Conjuntivite Alérgica, Úlcera da Córnea, Ceratoconjuntivite Vernal, Transtorno do Espectro Autista, Acuidade Visual.Resumo
RESUMO
Introdução: A úlcera em escudo é uma complicação corneana associada à doença alérgica ocular grave, especialmente em crianças e adolescentes, podendo comprometer a acuidade visual. Objetivo: Relatar um caso de úlcera em escudo associada a conjuntivite papilar grave em adolescente com transtorno do espectro autista, detalhando os achados clínicos, a abordagem terapêutica e a evolução. Material e métodos: Relato descritivo de caso clínico, baseado em registros de consultas oftalmológicas, incluindo antecedentes, acuidade visual, exame biomicroscópico, tratamento tópico e evolução clínica. Resultados: Paciente feminina, 14 anos, com transtorno do espectro autista, rinite alérgica, ptose congênita em olho direito e hábito de fricção ocular intensa, apresentou hiperemia, prurido e redução da acuidade visual bilateral, predominando no olho direito. Ao exame inicial, apresentava reação papilar 4+ bilateral, ceratite puntacta difusa em ambos os olhos e úlcera corneana central de aproximadamente 1,5 × 1,0 mm no olho direito, sem reação de câmara anterior. Foi iniciado moxifloxacino, acetato de prednisolona e lubrificação intensiva com hialuronato de sódio. Na evolução, o antibiótico foi reduzido e suspenso após seis dias, enquanto os corticosteroides tópicos foram ajustados progressivamente conforme a resposta inflamatória, com introdução de acetato de fluormetolona no olho esquerdo. O defeito corneano reduziu para 0,3 × 0,3 mm em 04/03/2025 e 0,2 × 0,2 mm em 10/03/2025, acompanhando melhora da acuidade visual de 20/150 para 20/25-1 no olho direito. Conclusão: O reconhecimento precoce da doença alérgica ocular grave, o controle da inflamação e a proteção da superfície ocular podem favorecer a reepitelização da úlcera em escudo. O acompanhamento individualizado e a orientação familiar são especialmente importantes diante de fricção ocular recorrente e particularidades comportamentais.
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Referências
REFERÊNCIAS
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