Impacto da violência obstétrica na saúde mental de mulheres durante o puerpério

Autores

  • Amanda de Góis Carvalho Silva Universidade do Estado do Pará
  • Amanda Nycole Nunes de Souza Centro Universitário do Estado do Pará
  • Zingara Barros Pantoja Centro Universitário do Estado do Pará
  • Ellys Atyla Oliveira de Almeida Centro Universitário do Estado do Pará
  • Ana Paula Del Tetto Zaccardi Centro Universitário do Estado do Pará
  • Tamires de Queiroz Colares Centro Universitário do Estado do Pará
  • Marina Dias Moreira Centro Universitário do Estado do Pará
  • Rafaela Dalcin Denicol Centro Universitário do Estado do Pará
  • Larissa Moraes Lustosa de Aragão Centro Universitário do Estado do Pará
  • Amanda Fonseca Mesquita Centro Universitário do Estado do Pará
  • Amanda Faria Barrozo Correia Centro Universitário do Estado do Pará
  • Pietra Portela Giordano Centro Universitário do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p748-766

Palavras-chave:

Violência obstétrica, saúde mental, puerpério, depressão pós-parto, transtorno do estresse pós-traumático

Resumo

Introdução: A assistência inadequada durante o parto tem sido crescentemente associada a impactos negativos na saúde psíquica materna. Objetivos: Analisar as evidências científicas sobre a relação entre a violência obstétrica e os desfechos na saúde mental de mulheres no pós-parto. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura estruturada pela estratégia PICo. As buscas foram realizadas na base PubMed abrangendo os últimos cinco anos. Foram incluídos 19 estudos originais que avaliaram a exposição ao desrespeito, maus-tratos ou violência obstétrica e seus efeitos na saúde mental de puérperas. Conclusão: A violência obstétrica e o atendimento desrespeitoso configuram-se como fatores de risco independentes e significativos para o desenvolvimento de depressão pós-parto e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Observou-se um efeito dose-resposta, no qual a exposição a múltiplos episódios abusivos eleva drasticamente o risco de quadros depressivos, sintomas estressores, perda de autoestima, piora na qualidade de vida e risco de suicídio perinatal. Em contrapartida, fatores como suporte social e do parceiro, bom nível socioeconômico, plano de parto respeitado, analgesia, acompanhamento por doulas e aleitamento exclusivo atuam como importantes elementos protetores.

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Publicado

2026-08-14

Como Citar

de Góis Carvalho Silva, A., Nunes de Souza, A. N., Barros Pantoja, Z., Oliveira de Almeida, E. A., Del Tetto Zaccardi, A. P., de Queiroz Colares, T., Dias Moreira, M., Dalcin Denicol, R., Moraes Lustosa de Aragão, L., Fonseca Mesquita, A., Faria Barrozo Correia, A., & Portela Giordano, P. (2026). Impacto da violência obstétrica na saúde mental de mulheres durante o puerpério. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 748–766. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p748-766