Tratamento Cirúrgico de Fratura Facial Complexa com Estabilização de Blocos Alveolares por Cerclagem e Fixação Interna Rígida: Relato de Caso
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p538-558Palavras-chave:
fixação interna de fraturas, Fraturas maxilomandibulares, Traumatismos FaciaisResumo
As fraturas complexas da face representam um desafio diagnóstico e terapêutico, devido ao envolvimento simultâneo de diferentes segmentos ósseos e à necessidade de restabelecer a função e a estabilidade facial. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de fraturas faciais complexas, com ênfase nos aspectos diagnósticos e no manejo terapêutico. Paciente do sexo feminino, 39 anos, vítima de acidente motociclístico, compareceu à emergência de um hospital de trauma cursando com trauma em face. Ao exame físico bucomaxilofacial, notou-se contornos ósseos prejudicados nos terços médio e inferior, com edema significativo associado, mobilidade atípica à manipulação maxilar e mandibular, abertura bucal limitada e oclusão distópica. A tomografia computadorizada de face evidenciou fraturas dos processos alveolares da região anterior da maxila e mandíbula, fraturas bilaterais do complexo órbito-zigomático-maxilar (COZM), fraturas bilaterais de parassínfise mandibular e fratura parassagital da maxila. O tratamento cirúrgico inicial consistiu na redução e fixação das fraturas maxilomandibulares, com emprego de bloqueio maxilomandibular, cerclagem auxiliar e múltiplas placas de osteossíntese. No décimo dia de pós-operatório, a paciente evoluiu com deiscência no fundo de vestíbulo anterior da mandíbula, à esquerda, associada a sinais de infecção relacionados ao material de síntese e foi reabordada cirurgicamente para remoção do segmento alveolar. No presente caso, a associação de diferentes sistemas de fixação refletiu a necessidade de adaptar a osteossíntese às características biomecânicas das fraturas. Além disso, a ocorrência de deiscência e infecção associada ao material de síntese demonstra que a obtenção de estabilidade durante a cirurgia não elimina completamente o risco de complicações. Desse modo, o caso evidencia a complexidade do tratamento das fraturas maxilomandibulares e a necessidade de acompanhamento pós-operatório rigoroso, com adaptação da conduta terapêutica diante de possíveis complicações.
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