Avaliação da densidade médica no nordeste brasileiro: uma série temporal de 2013 a 2023

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p355-371

Palavras-chave:

Análise Demográfica, densidade médica, atenção primária a saúde, Sistema Único de Saúde, Consórcios de Saúde.

Resumo

Introdução: A densidade médica no Brasil é fundamental para a equidade no sistema de saúde, com maiores desafios nas regiões Norte e Nordeste. Sendo a escassez médica um marcador de desigualdade social que afeta principalmente as áreas de extrema pobreza, em 2013, com uma realidade de 1,8 médicos por 1.000 habitantes, foi criado o Programa Mais Médicos para melhorar a distribuição desses profissionais, além de expandir a educação e qualificar a infraestrutura. Este estudo avalia o impacto desse programa de 2013 a 2023 na densidade médica e na equidade no acesso à saúde. Objetivos: Analisar a evolução temporal da densidade médica geral e na Atenção Primária à Saúde (APS) no Nordeste do Brasil entre 2013 e 2023, comparando as Unidades da Federação e suas capitais para avaliar disparidades regionais e o impacto das políticas públicas de provimento e interiorização, como resultado do programa Mais Médicos. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional e longitudinal do tipo série temporal que avalia a densidade médica no Nordeste do Brasil de 2013 a 2023, comparando Unidades da Federação e suas capitais para entender o impacto do Programa Mais Médicos. Os dados foram coletados de fontes secundárias, como DATASUS e IBGE, categorizados por médicos totais e de família. Tabelas foram criadas no Excel para calcular densidades médicas Conclusão: O estudo evidencia que políticas públicas como o Programa Mais Médicos impulsionaram o crescimento da densidade médica no Nordeste entre 2013 e 2023. Contudo, o essa região ainda enfrenta desafios estruturais para atrair e fixar médicos, permanecendo abaixo da média nacional de 2,63 por 1.000 habitantes. A persistência desses desafios, somada à disparidade interna entre capitais, reforça a urgência de políticas de provimento focadas na equidade e no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde.

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Biografia do Autor

Humberto Espinola Guedes Neto, Universidade Federal da Paraíba

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (2021). Atualmente é médico plantonista do Hospital Nossa Senhora das Neves e médico de Medicina de Família e Comunidade pela Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Clínica Médica, atuando principalmente nos seguintes temas: programa mais médicos, partejar, autismo, educação sexual e asma

Alexandre Medeiros de Figueiredo, Universidade Federal da Paraíba

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (2000). Mestre em epidemiologia da UFRGS e doutorado em Ciências da Saúde na UFRN. Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Santa Marcelina em São Paulo e de Medicina de Família e Comunidade do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre. Foi professor voluntário da Universidade Federal de Sergipe, professor de medicina na Universidade Potiguar e na Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba atuando na Atenção Primária. Foi coordenador médico da Estratégia Saúde da Família do município de Natal. Na Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa foi coordenador de Desenvolvimento Institucional e Coordenador do Telessaúde Redes da Região Metropolitana de João Pessoa. Professor de Medicina da UFPB onde coordenou o Programa de Valorização da Atenção Básica, o internato em saúde coletiva, a Residência de Medicina de Família e Comunidade da UFPB e foi membro do Conselho Universitário. Foi cedido para o Ministério da Saúde onde exerceu o cargo de diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde entre 2013-2016. Participou como Conselheiro Nacional de Saúde e foi coordenador adjunto da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH). Regressou as atividades de docência na UFPB, atuando na graduação do curso de medicina, no Núcleo Docente Estruturante, Colegiado do curso e na Coordenação do Internato em Saúde Coletiva (MFC). Atualmente atua como Superintendente do Hospital Universitário Lauro Wanderley. Experiência na área de Medicina e Gestão no SUS especialmente nas áreas da Atenção Primária à Saúde, ensino na saúde e epidemiologia

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Publicado

2026-08-08

Como Citar

Guedes Neto, H., & Figueiredo, A. (2026). Avaliação da densidade médica no nordeste brasileiro: uma série temporal de 2013 a 2023. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 355–371. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p355-371