Perfil epidemiológico do traumatismo crânioencefálico em lactantes internados na Santa Casa de Campo Grande
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p774-787Palavras-chave:
Traumatismo cranioencefálico; Epidemiologia; Pediatria; Acidentes Domésticos; Promoção da Saúde.Resumo
Objetivo: Identificar o perfil epidemiológico de lactentes vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE) internados em hospital de referência no Centro-Oeste brasileiro. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado por meio da análise de 50 prontuários de lactentes (0–12 meses) internados com diagnóstico de TCE na Santa Casa de Campo Grande (MS), entre 2022 e 2023. Foram analisadas variáveis demográficas, etiologia do trauma, gravidade, exames de imagem, evolução clínica e desfechos. Utilizou-se estatística descritiva e teste do qui-quadrado de Pearson (p<0,05). Resultados: Observou-se predominância do sexo masculino (72%) e maior incidência entre 7 e 8 meses (26%). As quedas foram o principal mecanismo de trauma (84%). A maioria dos casos foi classificada como TCE leve (95,7%). Não houve óbitos, e 96% dos pacientes não apresentaram intercorrências. O tempo de internação foi inferior a dois dias em 96,2% dos casos. A tomografia computadorizada foi o exame mais utilizado (95,7%). Conclusão: O TCE em lactentes apresentou predominância de quadros leves, com evolução favorável e baixa taxa de complicações. As quedas domiciliares configuraram-se como principal mecanismo de trauma, reforçando a necessidade de estratégias de promoção da saúde voltadas à prevenção de acidentes domésticos e educação dos cuidadores.
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