MANEJO DA DOR EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM CÂNCER HEMATOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p898-926Palavras-chave:
, ensino fundamentalResumo
Introdução: O câncer hematológico representa um importante grupo de neoplasias na população pediátrica, incluindo principalmente leucemias e linfomas. Durante o tratamento, crianças e adolescentes são frequentemente expostos a procedimentos invasivos, quimioterapia e outras intervenções que provocam dor aguda e crônica, impactando negativamente sua qualidade de vida, recuperação clínica e bem-estar emocional. Dessa forma, o manejo adequado da dor constitui um componente essencial da assistência integral, exigindo abordagens multidisciplinares e estratégias baseadas em evidências. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, as principais estratégias utilizadas no manejo da dor em pacientes pediátricos com câncer hematológico, destacando sua importância para a qualidade da assistência e para a humanização do cuidado. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A busca dos estudos foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os descritores "dor", "oncologia pediátrica", "câncer hematológico", "cuidados paliativos" e "manejo da dor", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem o manejo da dor em crianças e adolescentes com neoplasias hematológicas. Resultados e Discussão: Os estudos demonstraram que a dor em pacientes pediátricos onco-hematológicos possui origem multifatorial, podendo estar relacionada à própria doença, aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos ou aos efeitos adversos do tratamento. Evidenciou-se que a utilização de escalas validadas para avaliação da dor, associada ao tratamento farmacológico individualizado, incluindo analgésicos não opioides, opioides e adjuvantes, promove melhor controle dos sintomas. Além disso, intervenções não farmacológicas, como técnicas de distração, musicoterapia, brinquedo terapêutico, apoio psicológico e participação ativa da família, mostraram-se eficazes na redução da intensidade da dor, ansiedade e sofrimento emocional. A literatura também destaca que a atuação integrada da equipe multiprofissional favorece a implementação de um cuidado humanizado e centrado nas necessidades da criança. Conclusão: Conclui-se que o manejo da dor em pacientes pediátricos com câncer hematológico deve ser contínuo, individualizado e multidimensional, integrando estratégias farmacológicas e não farmacológicas. A avaliação sistemática da dor, aliada à atuação interdisciplinar e ao envolvimento familiar, contribui significativamente para a melhora da qualidade de vida, da adesão ao tratamento e da humanização da assistência, reforçando a necessidade de capacitação permanente dos profissionais de saúde e da implementação de protocolos específicos para o controle da dor na oncologia pediátrica.
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