Letalidade hospitalar da colecistectomia convencional e laparoscópica: um estudo transversal (2022-2025)
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p651-663Palavras-chave:
Colecistectomia Laparoscópica, Colecistectomia, Letalidade, Estudo TransversalResumo
Introdução: A colecistite aguda, frequentemente associada à colelitíase, constitui importante causa de internação hospitalar no Brasil. A distribuição tecnológica da videolaparoscopia no Brasil reflete uma severa desigualdade estrutural entre a rede pública geral, o setor privado e os centros acadêmicos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, baseado em dados secundários provenientes do Sistema de Informações Hospitalares. Serão comparadas as macrorregiões brasileiras (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste) quanto às variáveis “internações” e “óbitos” em ambos os procedimentos, objetivando-se o cálculo da letalidade. Resultados: No período entre 2022 e 2025, foram notificadas 524.769 internações para a realização de colecistectomia convencional (tradicional) em todo o território nacional, com o registro de 2.274 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade hospitalar de . Por outro lado, a análise dos dados referentes à abordagem videolaparoscópica revelou um total de 668.059 internações e 806 óbitos no mesmo período. A taxa de letalidade hospitalar nacional para essa técnica foi de . Discussão: A região Sudeste apresentou retração nos procedimentos tradicionais, apresentando, porém, aumento na letalidade, o que indica utilização da técnica para manutenção de cenários graves e de urgência. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram aumento no número de colecistectomias videolaparoscópicas, todavia, esse incremento foi inferior, proporcionalmente, ao observado nas regiões Sudeste e Sul, revelando desigualdades na assistência em saúde. Considerações finais: Os achados deste estudo permitem concluir que o perfil das colecistectomias no SUS passou por uma profunda transição técnica e epidemiológica entre 2022 e 2025, consolidando a abordagem videolaparoscópica como o método predominante e de escolha no cenário eletivo, em âmbito nacional, bem como posicionando a abordagem tradicional como método de escolha no manejo de casos de maior gravidade e urgência. Ainda assim, persistem desigualdades em saúde nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
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