Trombocitopenia Imune na População Pediátrica:
Revisão de Literatura com Proposição de Recomendações para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral/CE
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p685-702Palavras-chave:
Trombocitopenia Imune, Púrpura Trombocitopênica Imune, Pediatria, abordagem terapêuticaResumo
Introdução: A Trombocitopenia Imune (PTI) é uma doença autoimune adquirida caracterizada por trombocitopenia isolada, decorrente da destruição plaquetária mediada por autoanticorpos e da inibição da megacariocitopoiese. Na população pediátrica, apresenta incidência de até 6,4 casos por 100 mil habitantes e evolução predominantemente autolimitada, embora um subgrupo de pacientes evolua para formas persistentes ou crônicas com risco hemorrágico significativo. Objetivo: Analisar as evidências científicas atuais sobre o diagnóstico e o manejo da PTI pediátrica, propondo recomendações assistenciais para a prática clínica da Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS). Método: Revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed/MEDLINE e Embase, utilizando a estratégia PICo para formulação da questão norteadora. Foram incluídos artigos em língua inglesa, disponíveis na íntegra, publicados entre 2021 e 2026, complementados pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (2025). Resultados e Discussão: O diagnóstico da PTI é essencialmente clínico e de exclusão, fundamentando-se em hemograma completo com esfregaço periférico, triagem sorológica e propedêutica dirigida para afastar causas secundárias de trombocitopenia. A conduta terapêutica é orientada pela gravidade do sangramento e pela plaquetometria: a observação expectante é válida para a maioria das crianças com manifestações cutâneas isoladas, enquanto corticosteróides e IVIg compõem a primeira linha farmacológica. Rituximabe e agonistas do receptor de trombopoietina (TPO-RAs), como eltrombopague e romiplostim, recentemente incorporados ao SUS, representam avanços para as formas persistentes e crônicas. Com base nessas evidências, elaboraram-se recomendações assistenciais adaptadas ao contexto da SCMS. Considerações Finais: A padronização das condutas diagnósticas e terapêuticas, ancorada nas melhores evidências disponíveis, é fundamental para reduzir a variabilidade clínica e melhorar os desfechos dos pacientes pediátricos com PTI atendidos na instituição.
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