Psoríase em Placas Moderada a Grave: Avaliação da Eficácia, Segurança e Impacto na Qualidade de Vida com o Uso do Adalimumabe na Prática Clínica

Autores

  • Fernanda Lino Nunes Universidade José do Rosário Velano
  • Victor Dias Girão Rocha Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto
  • Vitória Sapienza Universidade Anhembi Morumbi
  • Laura Renata Gonçalves Universidade Anhembi Morumbi
  • Désirée Carvalho Lima São Leopoldo Mandic
  • Gustavo Severino Gandra de Paula São Leopoldo Mandic
  • Carolina Tozatti França Centro Universitário de Votuporanga
  • Clara Martinez Gonçalves Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal
  • Thallyta Oliveira Lopes Sahium Centro Universitário Atenas
  • Cicele Vieira Martins Escola superior de Ciências da Saúde
  • Antonio Carlos Rangel da Silva Filho Faculdade Zarns
  • Amanda Costa Marra Universidade Federal do Maranhão
  • Déborah Ellen Alves Vieira Santos Universidade de Vassouras
  • Lorenzo Colmanetti Camarim Universidade de Franca

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p449-463

Palavras-chave:

Psoríase em placas; Adalimumabe; Terapia biológica; Qualidade de vida; Fator de necrose tumoral alfa; Dermatologia

Resumo

Introdução: A psoríase em placas é uma doença inflamatória imunomediada, crônica e recorrente, caracterizada por lesões eritematoescamosas que acometem predominantemente couro cabeludo, superfícies extensoras e região lombossacra. Nas formas moderadas a graves, a doença está associada a importante prejuízo físico, emocional e social, além de maior prevalência de comorbidades metabólicas e cardiovasculares. Nesse contexto, o adalimumabe, anticorpo monoclonal anti-TNF-α, consolidou-se como uma opção terapêutica eficaz para pacientes com indicação de tratamento sistêmico. Objetivo: Revisar a eficácia, a segurança e o impacto na qualidade de vida do uso do adalimumabe em pacientes com psoríase em placas moderada a grave na prática clínica. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura por meio de pesquisas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos artigos científicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas nas áreas de dermatologia e imunologia, priorizando estudos que avaliaram desfechos clínicos, perfil de segurança e qualidade de vida relacionados ao uso do adalimumabe. Discussão/Resultados: O adalimumabe atua por meio da inibição seletiva do fator de necrose tumoral alfa, reduzindo a cascata inflamatória envolvida na fisiopatologia da psoríase. Estudos clínicos demonstram melhora significativa da extensão e gravidade das lesões cutâneas, com elevadas taxas de resposta terapêutica e redução do índice PASI. Além do controle dermatológico, observa-se melhora expressiva nos sintomas subjetivos, incluindo prurido, desconforto e limitações nas atividades cotidianas. Em relação à segurança, o medicamento

apresenta perfil favorável quando utilizado sob monitorização adequada. Infecções do trato respiratório superior e reações no local da aplicação estão entre os eventos adversos mais relatados. A triagem para tuberculose latente e a avaliação clínica periódica são medidas indispensáveis antes e durante o tratamento. Conclusão: O adalimumabe representa uma alternativa eficaz e segura no manejo da psoríase em placas moderada a grave. Seu uso adequado proporciona melhora clínica consistente e impacto positivo na qualidade de vida, reforçando a importância da individualização terapêutica e do acompanhamento contínuo.

 

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Publicado

2026-07-10

Como Citar

Lino Nunes, F., Dias Girão Rocha, V., Sapienza, V., Gonçalves, L. R., Carvalho Lima, D., Severino Gandra de Paula, G., Tozatti França, C., Martinez Gonçalves, C., Oliveira Lopes Sahium , T., Vieira Martins , C., Rangel da Silva Filho, A. C., Costa Marra, A., Alves Vieira Santos , D. E., & Colmanetti Camarim, L. (2026). Psoríase em Placas Moderada a Grave: Avaliação da Eficácia, Segurança e Impacto na Qualidade de Vida com o Uso do Adalimumabe na Prática Clínica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(7), 449–463. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p449-463