SAÚDE MATERNO – INFANTIL: DESAFIOS PARA ATENÇÃO INTEGRAL

Autores

  • Maria Eduarda Bezerra do Nascimento Centro Universitário Fametro
  • Ana Beatriz Oliveira de Melo
  • Julieinnie Fontes
  • Hillary Torres Lemos
  • Ana Karla Rodrigues Melo
  • Luiz Fernando Felix de Santana
  • Camyle Paiva Jacauna
  • Wesly Kauã Pereira Carvalho
  • Naiara Sampaio de Oliveira
  • Vanessa Oliveira dos Santos
  • Thamyle Costa de Queiroz
  • Juliano de Andrade Mello

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p1372-1384

Palavras-chave:

Saúde Materno-Infantil. Atenção Primária à Saúde. Cuidado Integral. Saúde da Criança. Saúde da Mulher.

Resumo

A saúde materno-infantil representa um dos principais eixos das políticas públicas de saúde, sendo essencial para a redução da morbimortalidade materna e infantil e para a promoção do desenvolvimento saudável da criança. Apesar dos avanços alcançados nas últimas décadas, ainda persistem desafios que comprometem a integralidade da assistência, relacionados às desigualdades sociais, dificuldades de acesso aos serviços, fragmentação da Rede de Atenção à Saúde e limitações estruturais dos sistemas de saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar os principais desafios para a atenção integral à saúde materno-infantil, destacando a importância da Atenção Primária à Saúde, da atuação multiprofissional e das políticas públicas voltadas à qualificação da assistência. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados SciELO, LILACS, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e MEDLINE/PubMed, utilizando descritores relacionados à saúde materna, saúde da criança, atenção primária e cuidado integral. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2020 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem a temática proposta. Os estudos evidenciaram que a Atenção Primária à Saúde constitui o principal eixo organizador da assistência materno-infantil, entretanto fatores como desigualdades socioeconômicas, dificuldades de acesso, insuficiência de recursos e fragmentação dos serviços ainda comprometem a continuidade do cuidado. Conclui-se que o fortalecimento da Atenção Primária, da atuação multiprofissional e das políticas públicas, aliado à organização das redes de atenção e à implementação de práticas humanizadas, é fundamental para garantir assistência integral, equitativa e de qualidade à mulher, à criança e à família.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 24 maio 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta da Criança: passaporte da cidadania. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança: orientações para implementação. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

DAHLGREN, Göran; WHITEHEAD, Margaret. Policies and strategies to promote social equity in health. Stockholm: Institute for Futures Studies, 2021.

LEAL, Maria do Carmo et al. Assistência pré-natal e parto no contexto da pandemia de COVID-19: desafios para a saúde materna no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, supl. 2, 2020.

MENDES, Eugênio Vilaça. As redes de atenção à saúde. 2. ed. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2019.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Saúde materna. Washington, DC: OPAS, 2023.

SOUZA, Marcela Tavares de; SILVA, Michelly Dias da; CARVALHO, Rachel de. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo), São Paulo, v. 8, n. 1, p. 102-106, 2010.

STARFIELD, Barbara. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO; Ministério da Saúde, 2002.

UNITED NATIONS CHILDREN'S FUND (UNICEF). The State of the World's Children 2023: For every child, vaccination. New York: UNICEF, 2023.

VICTORA, Cesar Gomes et al. Maternal and child health in Brazil: progress and challenges. The Lancet Regional Health – Americas, Amsterdam, v. 6, 2021.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). WHO recommendations on maternal and newborn care for a positive postnatal experience. Geneva: World Health Organization, 2022.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Trends in maternal mortality 2000 to 2023. Geneva: World Health Organization, 2025.

Downloads

Publicado

2026-06-26

Como Citar

Nascimento, M. E. B. do, Melo , A. B. O. de, Fontes, J., Lemos , H. T., Melo, A. K. R., Santana , L. F. F. de, Jacauna, C. P., Carvalho , W. K. P., Oliveira , N. S. de, Santos , V. O. dos, Queiroz , T. C. de, & Mello, J. de A. (2026). SAÚDE MATERNO – INFANTIL: DESAFIOS PARA ATENÇÃO INTEGRAL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 1372–1384. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p1372-1384