Protocolo de Reabilitação Implantar sem Enxerto Ósseo em Pacientes com Atrofia Alveolar Severa: Relato de Caso

Autores

  • Vitor Hugo Porto Militão
  • Tatiane Meira Dias
  • Janayna Meira Dias

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p463-475

Palavras-chave:

Implantes dentários; Atrofia alveolar; Implantes pterigoides; Planejamento digital; Carga imediata.

Resumo

Introdução: A atrofia alveolar severa representa uma das principais barreiras à reabilitação implantar convencional, especialmente em pacientes com comorbidades sistêmicas e restrições socioeconômicas. Os protocolos tradicionais de reabilitação de arco completo frequentemente exigem enxerto ósseo extenso, aumentando o tempo de tratamento, o custo e o risco cirúrgico. Objetivo: Descrever um protocolo padronizado de reabilitação implantar sem enxerto ósseo para pacientes com atrofia alveolar severa, baseado em ancoragem cortical por meio de implantes pterigóideos, inclinados e/ou zigomáticos, planejamento digital tridimensional e carga imediata com barra de fibra de carbono, além de relatar um caso clínico com 25 meses de acompanhamento. Métodos: O protocolo é composto por seis etapas sequenciais: avaliação clínica e diagnóstico por tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT); planejamento digital tridimensional com seleção individualizada da estratégia de ancoragem cortical; fabricação de guia cirúrgico; cirurgia minimamente invasiva sem retalho; escaneamento imediato e fabricação de barra protética em fibra de carbono reforçada (CFRP/CFR-PEEK); e entrega da prótese fixa definitiva em 24 a 72 horas. O caso relatado envolve paciente do sexo feminino com atrofia maxilar severa, hipertensão cardíaca e insuficiência renal crônica, submetida ao protocolo em março de 2024. Resultados: Todos os implantes foram instalados com torque mínimo de 20 Ncm, confirmando estabilidade primária adequada para carga imediata. A paciente recebeu prótese fixa em resina acrílica sobre barra de fibra de carbono em até 72 horas pós-cirurgia. A radiografia panorâmica realizada em abril de 2026 com 25 meses de acompanhamento demonstrou osseointegração estável sem achados patológicos periimplantares. Conclusão: O protocolo sem enxerto baseado em ancoragem cortical e planejamento digital apresentou resultado clínico e radiográfico favorável em paciente de alto risco sistêmico e ósseo, com seguimento de 25 meses. A sistematização do protocolo demonstra potencial de replicabilidade e escalabilidade para contextos com escassez de recursos.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Militão , V. H. P., Dias , T. M., & Dias , J. M. (2026). Protocolo de Reabilitação Implantar sem Enxerto Ósseo em Pacientes com Atrofia Alveolar Severa: Relato de Caso . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 463–475. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p463-475