Impacto dos Inibidores de Checkpoint Imunológico Perioperatórios na Viabilidade Cirúrgica e nos Desfechos Pós-operatórios em Adenocarcinoma Ressecável de Estômago e da Junção Gastroesofágica: Revisão Sistemática e Meta-análise de Ensaios Clínicos Randomiz
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p682-691Palavras-chave:
Câncer gastroesofágico, Cancer gástrico, inibidores de checkpoint imunológico, Tratamento, QuimioterapiaResumo
- Os inibidores de checkpoint imunológico têm se consolidado como uma importante estratégia complementar no tratamento de diferentes tipos de câncer. Entretanto, ainda existem dúvidas quanto ao impacto da sua associação à quimioterapia perioperatória sobre a viabilidade cirúrgica e os desfechos pós-operatórios em pacientes com adenocarcinoma ressecável de estômago e da junção gastroesofágica. Com o objetivo de avaliar essa questão, foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados que compararam a combinação de imunoterapia e quimioterapia perioperatória com a quimioterapia isolada. Os resultados demonstraram que a adição dos inibidores de checkpoint imunológico promoveu melhora significativa da resposta patológica ao tratamento, evidenciando maior eficácia antitumoral. Por outro lado, não foram observadas diferenças relevantes entre os grupos quanto à conclusão do tratamento cirúrgico, ocorrência de complicações cirúrgicas, obtenção de ressecção completa ou incidência de eventos adversos graves, sugerindo que a incorporação da imunoterapia não compromete a segurança nem a viabilidade da abordagem cirúrgica. Entretanto, pacientes tratados com imunoterapia apresentaram maior frequência de interrupção do tratamento, indicando a necessidade de monitoramento cuidadoso da toxicidade e seleção adequada dos candidatos a essa estratégia terapêutica. Em conjunto, os achados sugerem que a utilização perioperatória de inibidores de checkpoint imunológico representa uma alternativa promissora para o tratamento do adenocarcinoma gástrico e da junção gastroesofágica ressecáveis, proporcionando melhores respostas patológicas sem prejuízo da segurança cirúrgica.
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Referências
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