Impacto dos Inibidores de Checkpoint Imunológico Perioperatórios na Viabilidade Cirúrgica e nos Desfechos Pós-operatórios em Adenocarcinoma Ressecável de Estômago e da Junção Gastroesofágica: Revisão Sistemática e Meta-análise de Ensaios Clínicos Randomiz

Autores

  • Gabryella Peres Mota e Barros UNIRV - Campus Rio Verde
  • Maria Eduarda Tognini UniRV
  • Fernando Daniel Pereira Barbosa UniRV
  • Ana Luiza Porto Soares UniRV
  • Luiz Henrique Cabral Xavier UniRV

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p682-691

Palavras-chave:

Câncer gastroesofágico, Cancer gástrico, inibidores de checkpoint imunológico, Tratamento, Quimioterapia

Resumo

  1. Os inibidores de checkpoint imunológico têm se consolidado como uma importante estratégia complementar no tratamento de diferentes tipos de câncer. Entretanto, ainda existem dúvidas quanto ao impacto da sua associação à quimioterapia perioperatória sobre a viabilidade cirúrgica e os desfechos pós-operatórios em pacientes com adenocarcinoma ressecável de estômago e da junção gastroesofágica. Com o objetivo de avaliar essa questão, foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados que compararam a combinação de imunoterapia e quimioterapia perioperatória com a quimioterapia isolada. Os resultados demonstraram que a adição dos inibidores de checkpoint imunológico promoveu melhora significativa da resposta patológica ao tratamento, evidenciando maior eficácia antitumoral. Por outro lado, não foram observadas diferenças relevantes entre os grupos quanto à conclusão do tratamento cirúrgico, ocorrência de complicações cirúrgicas, obtenção de ressecção completa ou incidência de eventos adversos graves, sugerindo que a incorporação da imunoterapia não compromete a segurança nem a viabilidade da abordagem cirúrgica. Entretanto, pacientes tratados com imunoterapia apresentaram maior frequência de interrupção do tratamento, indicando a necessidade de monitoramento cuidadoso da toxicidade e seleção adequada dos candidatos a essa estratégia terapêutica. Em conjunto, os achados sugerem que a utilização perioperatória de inibidores de checkpoint imunológico representa uma alternativa promissora para o tratamento do adenocarcinoma gástrico e da junção gastroesofágica ressecáveis, proporcionando melhores respostas patológicas sem prejuízo da segurança cirúrgica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AZAM, F. et al. Performance Status Assessment by Using ECOG (Eastern Cooperative Oncology Group) Score for Cancer Patients by Oncology Healthcare Professionals. Case Reports in Oncology, v. 12, n. 3, p. 728–736, 25 set. 2019.

BUAS, M. F.; VAUGHAN, T. L. Epidemiology and Risk Factors for Gastroesophageal Junction Tumors: Understanding the Rising Incidence of This Disease. Seminars in Radiation Oncology, v. 23, n. 1, p. 3–9, jan. 2013.

SANDBANK, E. et al. Citation. [s.d.].

SHITARA, K. et al. Pembrolizumab Plus Chemotherapy Versus Chemotherapy as Perioperative Therapy in Locally Advanced Gastric and Gastroesophageal Junction Cancer: Final Analysis of the Randomized, Phase III KEYNOTE-585 Study. Journal of Clinical Oncology, v. 43, n. 29, p. 3152–3159, 10 out. 2025.

The new england journal of medicine. 2025.

YUAN, S.-Q. et al. Perioperative toripalimab and chemotherapy in locally advanced gastric or gastro-esophageal junction cancer: a randomized phase 2 trial. Nature Medicine, v. 30, n. 2, p. 552–559, 2 jan.UN 2024.

Downloads

Publicado

2026-06-12

Como Citar

Peres Mota e Barros, G., Demenciano Tognini, M. E., Pereira Barbosa, F. D., Porto Soares, A. L., & Cabral Xavier , L. H. (2026). Impacto dos Inibidores de Checkpoint Imunológico Perioperatórios na Viabilidade Cirúrgica e nos Desfechos Pós-operatórios em Adenocarcinoma Ressecável de Estômago e da Junção Gastroesofágica: Revisão Sistemática e Meta-análise de Ensaios Clínicos Randomiz. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 682–691. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p682-691