Perfil Epidemiológico e Fatores Associados às Internações por Conjuntivite e outros Transtornos da Conjuntiva no Brasil (2020-2025)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p523-536

Palavras-chave:

Conjuntivite; Epidemiologia; Internações hospitalares; Saúde ocular; Transtornos da conjuntiva.

Resumo

A conjuntivite e outros transtornos da conjuntiva representam importante problema de saúde ocular no Brasil, por corresponderem a processos inflamatórios frequentes da superfície ocular, com potencial de gerar elevada demanda por atendimento médico e internações hospitalares. A conjuntivite pode apresentar etiologia infecciosa ou não infecciosa, sendo associada a manifestações como hiperemia conjuntival, secreção ocular, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, prurido, edema conjuntival e fotofobia. Além dos aspectos clínicos, sua ocorrência sofre influência de fatores ambientais, sociais, demográficos, comportamentais e relacionados ao acesso aos serviços de saúde. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico e os fatores associados às internações por transtornos da conjuntiva no Brasil, no período de 2020 a 2025. A metodologia utilizada consistiu em uma análise epidemiológica descritiva, baseada em dados secundários obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), considerando internações hospitalares classificadas no grupo CID-10 H10–H13, correspondente aos transtornos da conjuntiva, segundo sexo, faixa etária, raça/cor e região geográfica. No período analisado, foram registradas 17.158 internações por transtornos da conjuntiva no Brasil, com discreta predominância do sexo feminino (8.616 internações) em comparação ao sexo masculino (8.542 casos). Em relação à distribuição regional, a Região Sudeste concentrou o maior número de internações (10.457 casos), seguida pelas regiões Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Quanto à raça/cor, observou-se predominância de indivíduos autodeclarados pardos (8.233 internações), seguidos por brancos, pretos, amarelos e indígenas, além de registros sem informação. Na análise por faixa etária, verificou-se maior concentração de internações entre indivíduos de 50 a 59 anos (3.862 casos), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos e 40 a 49 anos. Os achados sugerem que a distribuição das internações por transtornos da conjuntiva está relacionada não apenas às características clínicas das doenças, mas também à urbanização, à densidade populacional, às desigualdades sociais, às condições ambientais, ao envelhecimento da superfície ocular e às diferenças no acesso ao diagnóstico e aos serviços de saúde. Conclui-se que o fortalecimento da atenção primária, a ampliação do acesso à assistência oftalmológica, a qualificação dos registros epidemiológicos e as ações de educação em saúde são fundamentais para reduzir hospitalizações, prevenir complicações e promover melhor qualidade de vida à população.

 

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Kato, G. A., Vera, K. M. M., Santos, M. P., & Adamowski, E. de V. (2026). Perfil Epidemiológico e Fatores Associados às Internações por Conjuntivite e outros Transtornos da Conjuntiva no Brasil (2020-2025). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 523–536. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p523-536