RECONHECIMENTO PRECOCE DA SEPSE SECUNDÁRIA A PNEUMONIA

Autores

  • Thomás Liberato Dias
  • Rafael Pinheiro Guimarães
  • Paulo Rocha Neto
  • Lilian Façanha da Silva Amorim
  • Laiana Ferreira da Silva
  • Jefferson Ramalho Costa
  • Guilherme Augusto da Costa
  • Luís Felipe Mousinho Lima de Carvalho
  • Victoria Costa Viana
  • Saulo Rabelo Rodrigues
  • Luis Eduardo Ferreira da Cunha Machado
  • Catarina Becker Martins
  • Any Kelry Rodrigues Ferreira
  • Mateus Provete de Andrade

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p276-286

Palavras-chave:

Sepse; Pneumonia; Diagnóstico precoce.

Resumo

Introdução: A sepse secundária à pneumonia representa uma condição clínica de elevada gravidade, associada a altas taxas de morbimortalidade, especialmente em pacientes hospitalizados, idosos e indivíduos com comorbidades pré-existentes. Considerada uma das principais causas de evolução desfavorável das infecções respiratórias, a sepse pode desenvolver-se rapidamente a partir de um foco pulmonar, desencadeando resposta inflamatória sistêmica desregulada, disfunção orgânica e risco aumentado de choque séptico. Nesse contexto, o reconhecimento precoce torna-se essencial para possibilitar intervenções terapêuticas oportunas e melhorar os desfechos clínicos dos pacientes acometidos. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, realizada a partir de artigos científicos publicados entre os anos de 2016 e 2026, disponíveis gratuitamente nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados descritores relacionados à sepse, pneumonia e reconhecimento precoce, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR, incluindo estudos em português e inglês com relação direta à temática proposta. Resultados e Discussão: Os achados evidenciaram que a identificação precoce da sepse secundária à pneumonia ainda constitui um desafio clínico devido à sobreposição entre sinais da infecção pulmonar e manifestações iniciais do comprometimento sistêmico. Observou-se que alterações fisiológicas discretas, como taquipneia, hipotensão, alterações do nível de consciência e deterioração clínica progressiva, podem representar sinais precoces de agravamento. Além disso, biomarcadores inflamatórios, sistemas automatizados de monitorização, inteligência artificial e ferramentas preditivas vêm demonstrando potencial relevante para otimizar a detecção precoce e auxiliar na estratificação de risco dos pacientes. Contudo, verificou-se que nenhuma ferramenta diagnóstica substitui a importância da avaliação clínica contínua e da suspeita médica fundamentada. Conclusão: Conclui-se que o reconhecimento precoce da sepse secundária à pneumonia é determinante para a redução de complicações e mortalidade, sendo necessária uma abordagem integrada entre avaliação clínica, protocolos assistenciais, biomarcadores e tecnologias emergentes, visando promover intervenções terapêuticas mais rápidas e eficazes.

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Referências

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Publicado

2026-06-06

Como Citar

Dias, T. L., Guimarães, R. P., Rocha Neto, P., Amorim, L. F. da S., Silva, L. F. da, Costa, J. R., Costa, G. A. da, Carvalho, L. F. M. L. de, Viana, V. C., Rodrigues, S. R., Machado, L. E. F. da C., Martins, C. B., Ferreira, A. K. R., & Andrade, M. P. de. (2026). RECONHECIMENTO PRECOCE DA SEPSE SECUNDÁRIA A PNEUMONIA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 276–286. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p276-286