Hipertermia Maligna: Fisiopatologia, Diagnóstico Precoce e Estratégias Atualizadas de Manejo no Perioperatório Anestésico
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p558-573Palavras-chave:
Hipertermia maligna; Anestesiologia; Dantrolene; Perioperatório; Emergência anestésica; Rabdomiólise.Resumo
Introdução: A hipertermia maligna é uma síndrome farmacogenética rara e potencialmente fatal desencadeada principalmente por anestésicos inalatórios halogenados e succinilcolina em indivíduos suscetíveis. A condição resulta em estado hipermetabólico agudo do músculo esquelético, associado a elevada morbimortalidade quando não reconhecida precocemente. O conhecimento dos sinais clínicos e das estratégias terapêuticas é fundamental para segurança anestésica. Objetivo: Revisar os mecanismos fisiopatológicos, os critérios de diagnóstico precoce e as estratégias atualizadas de manejo da hipertermia maligna no perioperatório anestésico. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura com busca nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando artigos científicos e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas nas áreas de anestesiologia e medicina perioperatória. Foram selecionados estudos relacionados à fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da hipertermia maligna. Discussão/Resultados: A fisiopatologia da hipertermia maligna está relacionada, principalmente, a mutações no receptor de rianodina, levando à liberação excessiva de cálcio intracelular no músculo esquelético. Esse processo desencadeia aumento abrupto do metabolismo celular, produção excessiva de calor, acidose metabólica e rabdomiólise. Os sinais iniciais incluem elevação rápida do dióxido de carbono expirado, taquicardia, rigidez muscular e hipertermia progressiva. Em casos graves, podem ocorrer arritmias, hipercalemia e insuficiência renal aguda. O diagnóstico é essencialmente clínico e depende do reconhecimento precoce durante o ato anestésico. O tratamento imediato inclui suspensão dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, resfriamento corporal e administração precoce de dantrolene, considerado terapia específica de escolha. O suporte intensivo para correção de distúrbios metabólicos e monitorização contínua também é indispensável. Avanços recentes na monitorização perioperatória e nos protocolos institucionais têm contribuído para redução da mortalidade associada à síndrome. Conclusão: A hipertermia maligna representa emergência anestésica grave que exige diagnóstico rápido e intervenção imediata. O preparo adequado das equipes e a disponibilidade de protocolos terapêuticos são essenciais para melhores desfechos clínicos.
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Referências
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