ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE FEBRE AMARELA EM HUMANOS E PRIMATAS NO BRASIL ENTRE OS ANOS 1994-2025.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2070-2083Palavras-chave:
Febre amarela; Vigilância epidemiológica; Imunização; Saúde pública.Resumo
A febre amarela é uma doença infecciosa viral de grande relevância para a saúde pública, especialmente em países tropicais como o Brasil. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da febre amarela em humanos e primatas não humanos no Brasil, no período de 1994 a 2025. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, baseado em dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). Foram analisadas variáveis como sexo, faixa etária, região e número de óbitos. Os resultados evidenciaram 2.886 casos em humanos e 2.556 notificações de epizootias em primatas. Observou-se aumento expressivo dos casos humanos a partir de 2014, com maior concentração entre 2020 e 2025. Houve predominância no sexo masculino e na faixa etária de 40 a 59 anos. A região Sudeste concentrou a maior parte dos casos. Em primatas, o pico ocorreu entre 2014 e 2019, precedendo os casos humanos. Conclui-se que a febre amarela apresenta padrão epidemiológico dinâmico, com destaque para o papel dos primatas como sentinelas da circulação viral. A vigilância integrada e a ampliação da cobertura vacinal são fundamentais para o controle da doença.
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