Análise Epidemiológica de Aborto Espontâneo na Região Sul do Brasil: Um Estudo Ecológico (2020–2025).
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p98-109Palavras-chave:
Aborto espontâneo, epidemiologia, Saúde da mulherResumo
O aborto espontâneo constitui importante problema de saúde pública devido aos impactos físicos, emocionais e sociais relacionados à saúde da mulher, além de representar significativa causa de internações hospitalares no Brasil. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações por aborto espontâneo na Região Sul do Brasil, no período de 2020 a 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, descritivo, ecológico e de abordagems quantitativa, realizado com dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizado pelo DATASUS. Foram analisadas variáveis como número de internações, faixa etária, média de permanência hospitalar e custos hospitalares nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foram registradas 41.425 internações por aborto espontâneo no período analisado, com maior concentração no estado do Rio Grande do Sul. Observou-se predominância de casos entre mulheres de 20 a 29 anos, faixa etária correspondente ao período de maior atividade reprodutiva. A média de permanência hospitalar apresentou baixa variação entre os estados, demonstrando curta duração das internações. Além disso, os gastos hospitalares ultrapassaram R$ 7 milhões no período estudado, evidenciando impacto significativo sobre o Sistema Único de Saúde. Conclui-se que o aborto espontâneo permanece como importante causa de hospitalização na Região Sul, reforçando a necessidade de fortalecimento das ações de atenção pré-natal, planejamento reprodutivo e assistência integral à saúde da mulher.
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