Estudo epidemiológico dos casos notificados de leishmaniose visceral em humanos no Estado de Mato Grosso do Sul entre 2012 e 2021

Autores

  • Bruna da Silva Nogueira Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Emily Bueno dos Santos Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Mirella Ferreira de Souza Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Marcelle Alves Ferreira Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Carolina de Alvarenga Cruz Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU
  • Raphaella Barbosa Meirelles Bartoli Universidade Federal de Jataí – UFJ
  • Gabriel Brom Vilela Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Raquel Loren dos Reis Paludo Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Andresa de Cássia Martini Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Priscila Chediek Dall’Acqua Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Eric Mateus Nascimento de Paula Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2019-2032

Palavras-chave:

Campo Grande, Leishmania, Letalidade, Notificação, Prevalência

Resumo

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma enfermidade com característica zoonótica causada pelo protozoário denominado de Leishmania infantumchagasi, transmitido por vetores do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente como mosquito palha. O Estado do Mato Grosso do Sul tem registrado uma grande quantidade de casos de LV, uma vez que a região possui todas as condições favoráveis para o estabelecimento da tríade epidemiológica. Portanto, este trabalho tem como objetivo analisar os dados epidemiológicos da LV dos casos humanos notificados entre os anos 2012 e 2021 no Estado de Mato Grosso do Sul. O presente estudo foi realizado por meio de pesquisa quantitativa descritiva, com base em dados secundários obtidos através do departamento de informática do sistema único de saúde do Brasil (DATASUS) e relacionados com o sistema de informação de agravos de notificação (SINAN), com base nos anos, municípios de notificações, escolaridade, raça, sexo, faixa etária, coinfecção por HIV e evolução. Durante o período de 2012 a 2021 segundo os dados coletados, observa-se que o estado de Mato Grosso do Sul teve um total de 1.614 casos de LV. Com alta concentração de casos no ano de 2012. Os municípios considerados com maior quantidade de notificação foram Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas. O sexo masculino representa 66% dos casos. A faixa etária mais afetada foi de 40-59 anos, com 29% das notificações. A raça/cor com mais registros foi parda com 58% dos casos. A zona urbana é a mais afetada com 80% dos casos. Indivíduos com o ensino fundamental incompleto foram os mais acometidos (12%). Coinfecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi observada em 26% dos casos. Por fim, A taxa de letalidade da LV no Estado do Mato Grosso do Sul foi de 7,43%. Sendo assim, conclui-se que a unidade federativa em estudo é considerada uma área endêmica para a LV, uma vez que tem apresentado altos índices de coeficientes. Necessitando, portando, de ações e medidas profiláticas mais efetivas.

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Publicado

2026-05-28

Como Citar

Nogueira, B. da S., Santos, E. B. dos, Souza, M. F. de, Ferreira, M. A., Cruz, C. de A., Meirelles Bartoli, R. B., Vilela, G. B., Paludo, R. L. dos R., Martini, A. de C., Dall’Acqua, P. C., & Paula, E. M. N. de. (2026). Estudo epidemiológico dos casos notificados de leishmaniose visceral em humanos no Estado de Mato Grosso do Sul entre 2012 e 2021. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(5), 2019–2032. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2019-2032