Estudo epidemiológico dos casos notificados de leishmaniose visceral em humanos no Estado de Mato Grosso do Sul entre 2012 e 2021
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2019-2032Palavras-chave:
Campo Grande, Leishmania, Letalidade, Notificação, PrevalênciaResumo
A Leishmaniose Visceral (LV) é uma enfermidade com característica zoonótica causada pelo protozoário denominado de Leishmania infantumchagasi, transmitido por vetores do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente como mosquito palha. O Estado do Mato Grosso do Sul tem registrado uma grande quantidade de casos de LV, uma vez que a região possui todas as condições favoráveis para o estabelecimento da tríade epidemiológica. Portanto, este trabalho tem como objetivo analisar os dados epidemiológicos da LV dos casos humanos notificados entre os anos 2012 e 2021 no Estado de Mato Grosso do Sul. O presente estudo foi realizado por meio de pesquisa quantitativa descritiva, com base em dados secundários obtidos através do departamento de informática do sistema único de saúde do Brasil (DATASUS) e relacionados com o sistema de informação de agravos de notificação (SINAN), com base nos anos, municípios de notificações, escolaridade, raça, sexo, faixa etária, coinfecção por HIV e evolução. Durante o período de 2012 a 2021 segundo os dados coletados, observa-se que o estado de Mato Grosso do Sul teve um total de 1.614 casos de LV. Com alta concentração de casos no ano de 2012. Os municípios considerados com maior quantidade de notificação foram Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas. O sexo masculino representa 66% dos casos. A faixa etária mais afetada foi de 40-59 anos, com 29% das notificações. A raça/cor com mais registros foi parda com 58% dos casos. A zona urbana é a mais afetada com 80% dos casos. Indivíduos com o ensino fundamental incompleto foram os mais acometidos (12%). Coinfecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi observada em 26% dos casos. Por fim, A taxa de letalidade da LV no Estado do Mato Grosso do Sul foi de 7,43%. Sendo assim, conclui-se que a unidade federativa em estudo é considerada uma área endêmica para a LV, uma vez que tem apresentado altos índices de coeficientes. Necessitando, portando, de ações e medidas profiláticas mais efetivas.
Downloads
Referências
ALMEIDA, C. P. et al. Leishmaniose visceral: distribuição temporal e espacial em Fortaleza, Ceará, 2007-2017. Epidemiologia e serviços de saúde, v. 29, n. 5, p. 1-9, 2020.
BARBOSA, I. R. et al. Aspectos da Coinfecção Leishmaniose visceral e HIV no
Nordeste do Brasil. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 37, n. 3, p. 672-687, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Brasília (DF); Ministério da Saúde, 2021.
CARVALHO, F. L. et al. Perfil epidemiológico dos indivíduos HIV positivo e coinfecção HIV-Leishmania em um serviço de referência em São Luís, MA, Brasil. Ciência&SaúdeColetiva, v. 18, p. 1305-1312, 2013.
DAWIT, G.; GIRMA, Z.; SIMENEW, K. A review on biology. Epidemiology and public health significance of leishmaniasis. J BacteriolParasitol, v. 4, n. 166, p. 2, 2013.
DE SOUSA, N. A. et al. Perfil epidemiológico dos casos de leishmaniose visceral em Sobral-CE de 2011 a 2015. SANARE-Revista de Políticas Públicas, v. 17, n. 1, 2018.
DONATO, L. E. et al. Vigilância e controle de reservatórios da leishmaniose visceral no Brasil: aspectos técnicos e jurídicos. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 11, n. 2, p. 18-23, 2020.
FARIAS, F. T. G. et al. Perfil epidemiológico de pacientes diagnosticados com leishmaniose visceral humana no Brasil. Revista Ciência e Desenvolvimento, v. 12, n. 3, p. 485-501, 2019.
FURLAN, M. B. G. Epidemia de leishmaniose visceral no Município de Campo Grande-MS, 2002 a 2006. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 19, n. 1, p. 16-25, 2010.
IBGE. Instituto Brasileiro De Geografia E Estatística. Censo Brasileiro de 2020. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.
MARCONDES, M. ; ROSSI, C. N. Leishmaniose visceral no Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, v. 50, n. 5, p. 341-352, 2013.
OLIVEIRA, L. S.; NETO, R. V. D.; BRAGA, P. E. T. Perfil epidemiológico dos casos de leishmaniose visceral em Sobral, Ceará no período de 2001 a 2010. SANARE-Revista de Políticas Públicas, v. 12, n. 1, 2013.
REIS, L. A. L; MARQUES, S. F. F. Leishmaniose visceral em Goiás no ano de 2018. Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. 20 (3). Gerência de Vigilância Epidemiológica/ Superintendência de Vigilância em Saúde, 2019.
RODRIGUES, A. C. M. et al. Epidemiologia da leishmaniose visceral no município de Fortaleza, Ceará. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 37, p. 1119-1124, 2017.
ROMERO, G. A. S. O controle de leishmaniose visceral no Brasil: transformar é preciso. Rio de Janeiro, ano 85, 1 jun, 2016. Cadernos de Saúde Pública.
SANTOS, T. L. B. A. Estudo epidemiológico das leishmanioses tegumentar e visceral na regional de saúde de Tianguá, estado do Ceará, durante o período de 2007 a 2017. 2018. 51 f. Monografia (Bacharel em Medicina Veterinária). Universidade Federal Rural Do Semi-Árido, Mossoró, 2018.
VASCONCELOS, T.C. B. et al. Leishmaniose visceral canina: caso alóctone no município de Resende, estado do Rio de Janeiro, Brasil.v. 20, n. 2, p. 80-83. Revista Brasileira de Ciência Veterinária, 2013.
WERNECK, G. L. Controle da leishmaniose visceral no Brasil: o fim de umciclo?. Rio de Janeiro, ano 85, 20 jun, 2016. Cadernos de Saúde Pública, p. eED010616.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Bruna da Silva Nogueira, Emily Bueno dos Santos, Mirella Ferreira de Souza, Marcelle Alves Ferreira, Carolina de Alvarenga Cruz, Raphaella Barbosa Meirelles Bartoli, Gabriel Brom Vilela, Raquel Loren dos Reis Paludo, Andresa de Cássia Martini, Priscila Chediek Dall’Acqua, Eric Mateus Nascimento de Paula

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



