USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

Autores

  • Antonio Heitor Andrade Batista Fap - Araripina
  • David Moreira Sampaio
  • Luan Bezerra Matias dos Santos
  • Victor Laurentino Macedo
  • João Vitor Veloso Duarte Araújo
  • Arthur Ribeiro Firmino Campelo
  • José Hudson Sousa Bezerra
  • Francisco Tiago de Carvalho Neto
  • Ana Brígida Lacerda Pedrozo
  • Marissa de Araújo Vasconcelos
  • Ana Tereza Carvalho da Rocha Bezerra
  • Rivelino de Castro Falcão

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2232-2239

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Doenças Neurodegenerativas, Diagnóstico precoce, Machine learning, Biomarcadores digitais

Resumo

Introdução: As doenças neurodegenerativas são caracterizadas por perda progressiva de neurônios e representam um importante desafio clínico devido à dificuldade de diagnóstico precoce e à complexidade dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta promissora na identificação de padrões complexos em dados clínicos, de imagem e comportamentais. Objetivo: Analisar a aplicação da inteligência artificial no diagnóstico das doenças neurodegenerativas, destacando suas principais metodologias, desempenho e limitações. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, baseada em busca não sistematizada nas bases PubMed, Scopus e Google Scholar, considerando estudos publicados entre 2019 e 2025 que abordam o uso de inteligência artificial em doenças neurodegenerativas. Resultados: Evidencia-se o uso crescente de técnicas como machine learning, deep learning, neuroimagem, interfaces cérebro-computador, biomarcadores digitais e biossensores. Essas abordagens demonstram boa performance na detecção precoce de doenças como Alzheimer e Parkinson, especialmente em modelos multimodais. Conclusão: A inteligência artificial apresenta elevado potencial para o diagnóstico precoce das doenças neurodegenerativas, especialmente quando integrada a múltiplas fontes de dados. Entretanto, sua aplicação clínica ainda depende de maior validação, padronização metodológica e estudos longitudinais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AGNELLO, L.; CIACCIO, M. Neurodegenerative diseases: from molecular basis to therapy. International Journal of Molecular Sciences, v. 23, p. 12854, 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/ijms232112854⁠.

ALJUHANI, M.; ASHRAF, A.; EDISON, P. Use of artificial intelligence in imaging dementia. Cells, v. 13, n. 23, p. 1965, 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/cells13231965⁠.

CHUDZIK, A.; ŚLEDZIANOWSKI, A.; PRZYBYSZEWSKI, A. W. Machine learning and digital biomarkers can detect early stages of neurodegenerative diseases. Sensors, v. 24, n. 5, p. 1572, 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/s24051572⁠.

DENNIS, A. P.; STRAFELLA, A. P. The role of AI and machine learning in the diagnosis of Parkinson’s disease and atypical parkinsonisms. Parkinsonism & Related Disorders, v. 126, p. 106986, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.parkreldis.2024.106986⁠.

DOMÍNGUEZ-FERNÁNDEZ, C. et al. Review of technological challenges in personalised medicine and early diagnosis of neurodegenerative disorders. International Journal of Molecular Sciences, v. 24, n. 4, p. 3321, 2023. DOI: https://doi.org/103390/ijms24043321⁠.

EL-SAPPAGH, S. et al. A multilayer multimodal detection and prediction model based on explainable artificial intelligence for Alzheimer’s disease. Scientific Reports, v. 11, n. 1, p. 2660, 2021. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-021-82098-3⁠.

LI, R. et al. Applications of artificial intelligence to aid early detection of dementia: a scoping review on current capabilities and future directions. Journal of Biomedical Informatics, v. 127, p. 104030, 2022. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jbi.2022.104030⁠.

LOGROSCINO, G.; URSO, D.; SAVICA, R. Descriptive epidemiology of neurodegenerative diseases: what are the critical questions? Neuroepidemiology, v. 56, n. 5, p. 309–318, 2022. DOI: https://doi.org/10.1159/000525639⁠.

NCHOUWAT NDUMGOUO, I. M. et al. Integrating AI with biosensors and voltammetry for neurotransmitter detection and quantification: a systematic review. Biosensors, v. 15, n. 11, p. 729, 2025. DOI: https://doi.org/10.3390/bios15110729⁠.

PARK, K. W.; MIRIAN, M. S.; MCKEOWN, M. J. Artificial intelligence-based video monitoring of movement disorders in the elderly. Singapore Medical Journal, v. 65, n. 3, p. 141–149, 2024. DOI: https://doi.org/10.4103/singaporemedj.SMJ2023-189⁠.

QADRI, Y. A.; AHMAD, K.; KIM, S. W. Artificial general intelligence for the detection of neurodegenerative disorders. Sensors, v. 24, n. 20, p. 6658, 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/s24206658⁠.

SCRIBANO PARADA, M. P. et al. Preclinical cognitive markers of Alzheimer disease and early diagnosis using virtual reality and artificial intelligence. JMIR Medical Informatics, v. 13, e62914, 2025. DOI: https://doi.org/10.2196/62914⁠.

SHANMUGAVADIVEL, K. et al. Advancements in computer-assisted diagnosis of Alzheimer’s disease: a comprehensive survey of neuroimaging methods and AI techniques for early detection. Ageing Research Reviews, v. 91, p. 102072, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.arr.2023.102072⁠.

VITALE, A. et al. Artificial intelligence applied to neuroimaging data in Parkinsonian syndromes: actuality and expectations. Mathematical Biosciences and Engineering, v. 18, n. 2, p. 1753–1773, 2021. DOI: https://doi.org/10.3934/mbe.2021091⁠.

ZHANG, H. et al. Brain-computer interfaces: the innovative key to unlocking neurological conditions. International Journal of Surgery, v. 110, n. 9, p. 5745–5762, 2024. DOI: https://doi.org/10.1097/JS9.0000000000002022⁠.

Downloads

Publicado

2026-05-31

Como Citar

Batista , A. H. A., Sampaio , D. M., Santos , L. B. M. dos, Macedo, V. L., Araújo , J. V. V. D., Campelo, A. R. F., Bezerra, J. H. S., Neto, F. T. de C., Pedrozo, A. B. L., Vasconcelos, M. de A., Bezerra, A. T. C. da R., & Falcão , R. de C. (2026). USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(5), 2232–2239. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2232-2239