USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p2232-2239Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Doenças Neurodegenerativas, Diagnóstico precoce, Machine learning, Biomarcadores digitaisResumo
Introdução: As doenças neurodegenerativas são caracterizadas por perda progressiva de neurônios e representam um importante desafio clínico devido à dificuldade de diagnóstico precoce e à complexidade dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta promissora na identificação de padrões complexos em dados clínicos, de imagem e comportamentais. Objetivo: Analisar a aplicação da inteligência artificial no diagnóstico das doenças neurodegenerativas, destacando suas principais metodologias, desempenho e limitações. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, baseada em busca não sistematizada nas bases PubMed, Scopus e Google Scholar, considerando estudos publicados entre 2019 e 2025 que abordam o uso de inteligência artificial em doenças neurodegenerativas. Resultados: Evidencia-se o uso crescente de técnicas como machine learning, deep learning, neuroimagem, interfaces cérebro-computador, biomarcadores digitais e biossensores. Essas abordagens demonstram boa performance na detecção precoce de doenças como Alzheimer e Parkinson, especialmente em modelos multimodais. Conclusão: A inteligência artificial apresenta elevado potencial para o diagnóstico precoce das doenças neurodegenerativas, especialmente quando integrada a múltiplas fontes de dados. Entretanto, sua aplicação clínica ainda depende de maior validação, padronização metodológica e estudos longitudinais.
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