Análise do perfil epidemiológico das internações por transtornos de condução e arritmias cardíacas no Brasil entre 2020 e 2025
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p1487-1502Palavras-chave:
Arritmias cardíacas, Epidemiologia, Internações hospitalares.Resumo
Os transtornos de condução e as arritmias cardíacas representam importante problema de saúde pública devido à elevada morbimortalidade e ao impacto econômico sobre os sistemas de saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações por transtornos de condução e arritmias cardíacas no Brasil entre 2020 e 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas as variáveis região geográfica, faixa etária, raça/cor, número de internações, óbitos e custos hospitalares. Entre 2020 e 2025 foram registradas 436.766 internações no Brasil, observando-se aumento global de 47,7% no período. A Região Sudeste concentrou o maior número de hospitalizações (47,44%) e óbitos (48,0%). Houve predominância de internações em indivíduos com 60 anos ou mais, correspondendo a 70,86% dos casos. Em relação à raça/cor, observou-se maior frequência entre indivíduos autodeclarados brancos (44,54%) e pardos (40,56%). No período analisado, foram registrados 54.081 óbitos e gastos hospitalares superiores a R$ 1,8 bilhão. Conclui-se que os transtornos de condução e arritmias cardíacas apresentam importante impacto epidemiológico, assistencial e econômico no Brasil, especialmente entre idosos e nas regiões mais desenvolvidas do país, evidenciando a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção cardiovascular e assistência especializada.
Downloads
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Informações hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasília, 2023. Disponível em: http://datasus.saude.gov.br.
BHATLA, Ajay et al. COVID-19 and cardiac arrhythmias. Heart Rhythm, v. 17, n. 9, p. 1439-1444, 2020. DOI: 10.1016/j.hrthm.2020.06.016.
ELLIOTT, Adrian D. et al. Epidemiology and modifiable risk factors for atrial fibrillation. Nature Reviews Cardiology, 2023. DOI: 10.1038/s41569-022-00820-8.
GOWEN, Blake H. et al. Mechanisms of chronic metabolic stress in arrhythmias. Antioxidants, v. 9, n. 10, p. 1012, 2020. DOI: 10.3390/antiox9101012.
HAMMERER-LERCHER, Angelika; NAMDAR, Mehdi; VUILLEUMIER, Nicolas. Emerging biomarkers for cardiac arrhythmias. Clinical Biochemistry, v. 74, p. 1-7, 2020. DOI: 10.1016/j.clinbiochem.2019.11.012.
HINDRICKS, Gerhard et al. 2020 ESC Guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation. European Heart Journal, v. 42, n. 5, p. 373-498, 2021. DOI: 10.1093/eurheartj/ehaa612.
KHURSHID, Shaan et al. Population-Based Screening for Atrial Fibrillation. Circulation Research, 2020. DOI: 10.1161/CIRCRESAHA.120.316341.
LIPPI, Giuseppe; SATTIN, Marco; CERVELLIN, Gianfranco. Global epidemiology of atrial fibrillation: an increasing epidemic and public health challenge. International Journal of Stroke, v. 16, n. 2, p. 217-221, 2020. DOI: 10.1177/1747493019897870 .
MALTA, Deborah Carvalho et al. Fatores associados às doenças cardiovasculares na população adulta brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde. Rev. bras. Epidemiol. 24 (suppl 2) 10 Dez 2021. https://doi.org/10.1590/1980-549720210013.supl.2
MANNINA, Carlo et al. Frequency of cardiac arrhythmias in older adults: findings from the SAFARIS study. International Journal of Cardiology, v. 337, p. 64-70, 2021. DOI: 10.1016/j.ijcard.2021.05.006.
MANSUR, Alfredo José. Evolving outcome of acute myocardial infarctions in five Brazilian geographic regions over two decades. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 5, p. 860-861, 2020. DOI: 10.36660/abc.20200563.
MARQUES, Victor Gonçalves et al. Characterization of atrial arrhythmias in body surface potential mapping: a computational study. Computers in Biology and Medicine, v. 127, 2020. DOI: 10.1016/j.compbiomed.2020.103904.
OLIVEIRA, Henrique et al. Risk factors associated with potential cardiovascular and cerebrovascular adverse events in elderly individuals assisted at secondary level. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 66, n. 8, p. 1087-1092, 2020. DOI: 10.1590/1806-9282.66.8.1087.
PEREIRA, Tania et al. Photoplethysmography based atrial fibrillation detection: a review. npj Digital Medicine, 2020. DOI: 10.1038/s41746-019-0207-9.
PISANI, Cristiano F. et al. Efficacy and safety of combined endocardial/epicardial catheter ablation for ventricular tachycardia in Chagas disease: a randomized controlled study. Heart Rhythm, v. 17, n. 9, p. 1510-1518, 2020. DOI: 10.1016/j.hrthm.2020.02.009.
ROTH, Gregory A. et al. Global burden of cardiovascular diseases and risk factors, 1990–2019. Journal of the American College of Cardiology, v. 76, n. 25, p. 2982-3021, 2020. DOI: 10.1016/j.jacc.2020.11.010.
SILVA, Leticia et al. Epidemiological profile and comparison of mortality due to stroke and atrial fibrillation in Brazil over the past 26 years. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 37, 2024. DOI: 10.36660/ijcs.20240155.
LAGE, João Gabriel et al. Associação entre rigidez arterial e maior densidade de arritmia atrial em idosos hipertensos sem fibrilação atrial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 10, 2024. DOI: 10.36660/abc.20240251.
XINTARAKOU, Anastasia et al. Atrial fibrosis as a dominant factor for the development of atrial fibrillation: facts and gaps. Europace, 2020. DOI: 10.1093/europace/euaa009.
ZHOU, Xiaoxu; DUDLEY JR., Samuel C. Evidence for Inflammation as a Driver of Atrial Fibrillation. Frontiers in Cardiovascular Medicine, 2020. DOI: 10.3389/fcvm.2020.00062.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Karen Luise Santana , Victor Gabriel Costa Machado , Marina Franco Oliveira , Maria Andreza de Melo Oliveira , Izadora Maria Santana da Costa , Mídia Maria Nogueira Maia, Pedro Cavalcanti Teles Netto , Nayra da Silva Reis , Luana Godinho Maynard

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



