Eficácia dos ISGLT2 na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr)
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p1687-1699Palavras-chave:
Insuficiência cardíaca com Fração de Ejeção reduzida, , Inibidores de SGLT2, Saúde CardiovascularResumo
INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica de elevada prevalência e impacto global, associada a altas taxas de morbidade, mortalidade e custos em saúde, cuja incidência cresce com o envelhecimento populacional e a maior sobrevida após eventos cardiovasculares agudos. Nesse cenário, os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 emergiram como uma classe farmacológica inovadora, inicialmente desenvolvida para o diabetes mellitus, mas que demonstrou benefícios cardiovasculares e renais independentes do controle glicêmico. OBJETIVOS: Analisar a Eficácia dos ISGLT2 na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP). METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, com buscas nas bases PubMed e SciELO utilizando descritores relacionados à insuficiência cardíaca e aos inibidores de SGLT2. Foram incluídos artigos publicados entre 2013 e 2026, nos idiomas português, inglês, espanhol e francês, do tipo revisão ou meta-análise, disponíveis na íntegra. Estudos duplicados, em formato de resumo ou não alinhados ao objetivo da pesquisa foram excluídos. Dos 1.555 artigos inicialmente identificados, 10 estudos do PubMed atenderam aos critérios e compuseram a amostra final. DISCUSSÃO: O estudo demonstra que, em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e intermediária, os inibidores de SGLT2 não promovem melhora independente da estrutura ou função do átrio esquerdo
INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica de elevada prevalência e impacto global, associada a altas taxas de morbidade, mortalidade e custos em saúde, cuja incidência cresce com o envelhecimento populacional e a maior sobrevida após eventos cardiovasculares agudos. Nesse cenário, os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 emergiram como uma classe farmacológica inovadora, inicialmente desenvolvida para o diabetes mellitus, mas que demonstrou benefícios cardiovasculares e renais independentes do controle glicêmico. OBJETIVOS: Analisar a Eficácia dos ISGLT2 na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP). METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, com buscas nas bases PubMed e SciELO utilizando descritores relacionados à insuficiência cardíaca e aos inibidores de SGLT2. Foram incluídos artigos publicados entre 2013 e 2026, nos idiomas português, inglês, espanhol e francês, do tipo revisão ou meta-análise, disponíveis na íntegra. Estudos duplicados, em formato de resumo ou não alinhados ao objetivo da pesquisa foram excluídos. Dos 1.555 artigos inicialmente identificados, 10 estudos do PubMed atenderam aos critérios e compuseram a amostra final. DISCUSSÃO: O estudo demonstra que, em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e intermediária, os inibidores de SGLT2 não promovem melhora independente da estrutura ou função do átrio esquerdo após ajustes multivariados. As diferenças iniciais observadas refletem principalmente maior gravidade clínica e viés de indicação no grupo tratado. Os potenciais efeitos atriais descritos experimentalmente parecem ser superados pela disfunção ventricular avançada e pela carga de comorbidades. Assim, os benefícios dos iSGLT2 se expressam predominantemente em desfechos clínicos maiores, e não na remodelação atrial isolada. CONCLUSÃO: conclusão reforça que os iSGLT2 representam uma opção terapêutica fundamental e segura no manejo contemporâneo da insuficiência cardíaca, embora estudos prospectivos específicos e com seguimento prolongado ainda sejam necessários para esclarecer plenamente seus impactos estruturais e otimizar sua aplicação em subgrupos de pacientes com fração de ejeção preservada.
após ajustes multivariados. As diferenças iniciais observadas refletem principalmente maior gravidade clínica e viés de indicação no grupo tratado. Os potenciais efeitos atriais descritos experimentalmente parecem ser superados pela disfunção ventricular avançada e pela carga de comorbidades. Assim, os benefícios dos iSGLT2 se expressam predominantemente em desfechos clínicos maiores, e não na remodelação atrial isolada. CONCLUSÃO: conclusão reforça que os iSGLT2 representam uma opção terapêutica fundamental e segura no manejo contemporâneo da insuficiência cardíaca, embora estudos prospectivos específicos e com seguimento prolongado ainda sejam necessários para esclarecer plenamente seus impactos estruturais e otimizar sua aplicação em subgrupos de pacientes com fração de ejeção preservada.
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