Uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e seus efeitos adversos sistêmicos: revisão integrativa da literatura, 2018-2024

Autores

  • Inácio Poppi Maia Unicesumar

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p1595-1606

Palavras-chave:

Inibidores da bomba de prótons, Omeprazol, Efeitos adversos, Uso prolongado, Prescrição racional

Resumo

Os Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs) são amplamente utilizados na prática clínica para o tratamento de doenças ácido-pépticas, como Doença do Refluxo Gastroesofágico, doença ulcerosa péptica, erradicação do Helicobacter pylori e profilaxia de lesões gástricas associadas ao uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Apesar de sua eficácia e perfil de segurança favorável em tratamentos adequadamente indicados, o uso prolongado e, muitas vezes, sem reavaliação periódica tem levantado preocupações quanto a possíveis eventos adversos sistêmicos. Este estudo teve como objetivo identificar, por meio da literatura científica recente, os principais efeitos adversos associados ao uso crônico de IBPs. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed e SciELO, em maio de 2026, utilizando descritores em português e inglês relacionados a inibidores da bomba de prótons e efeitos adversos. Foram incluídos oito artigos publicados entre 2018 e 2024. Os estudos analisados apontaram associações entre o uso prolongado de IBPs e alterações metabólicas, deficiência de micronutrientes, hipomagnesemia, infecções gastrointestinais, possíveis alterações renais e riscos osteomusculares em populações específicas. Conclui-se que os IBPs permanecem medicamentos eficazes e relevantes, porém seu uso deve ser orientado por indicação clínica clara, menor dose eficaz, tempo definido de tratamento e reavaliação periódica da prescrição. 

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Publicado

2026-05-22

Como Citar

Poppi Maia, I. (2026). Uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e seus efeitos adversos sistêmicos: revisão integrativa da literatura, 2018-2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(5), 1595–1606. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p1595-1606