Perfil farmacocinético e desfechos clínicos da rifapentina no tratamento da tuberculose
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p186-195Palavras-chave:
Farmacocinética, Terapia Farmacológica, TuberculoseResumo
Em junho de 2020, a rifapentina foi oficialmente integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento da tuberculose. Nesse contexto, a adoção da nova abordagem farmacológica ainda é recente. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo avaliar a efetividade da rifapentina no manejo atual. O presente estudo se trata de uma revisão integrativa dos últimos 5 anos (2020-2025), realizada nas bases de dados PubMed e SciELO. Ao todo, foram incluídos 14 artigos – 10 da PubMed e 06 da SciELO. Os artigos revisados relataram que a rifapentina exibe um bom perfil farmacocinético, com meia-vida prolongada, possibilitando esquemas posológicos menos frequentes. Todas essas características se destacam no controle da tuberculose, visto que o maior problema do tratamento é justamente o abandono de pacientes que não se adaptam a esquemas mais frequentes e extensos. Este estudo apresenta limitações metodológicas como o curto período de acompanhamento e a restrita inclusão de populações vulneráveis reforçam a necessidade de investigações que avaliem o uso do fármaco em distintos cenários clínicos e epidemiológicos.
Downloads
Referências
BRASIL. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC. Relatório de Recomendação: Rifapentina + isoniazida para tratamento da infecção latente por tuberculose (ILTB). Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/en/biblio-1121773.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil – 2. ed., atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. 3670 p. Disponível em: https://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/202109/02124805-manual-recomendacoes-controle-tuberculose-brasil-2-ed.pdf.
SECRETARIA DA SAÚDE. Guia Tuberculose na Atenção Primária à Saúde – versão final nov. 2022. Porto Alegre: CEVS–RS, 2022. Disponível em: https://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/202211/24113735-guia-tuberculose-versao-final-nov-2022-1.pdf.
NETTO, E. M. Vista do quatro meses para tratamento da tuberculose: um grande passo possível. Jornal Brasileiro de Políticas Farmacêuticas, v.1, n.1, 2025. Disponível em: https://jbpf.org.br/index.php/ojs/article/view/4/3
SILVA, D. R.; MELLO, F. C. DE Q.; MIGLIORI, G. B. Shortened tuberculosis treatment regimens: what is new? Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 46, n. 2, p. e20200009, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/GRVDpFmHsPs6nD7VPWfCHkb/
CEVS. Tuberculose. Centro Estadual de Vigilância em Saúde – CEVS, 2019. Disponível em: https://www.cevs.rs.gov.br/tuberculose.
MENDES, L. P. V. et al. The trajectory of rifapentine for the treatment of latent tuberculosis in Brazil: incorporation into in the Brazilian Health System and perspectives for local production. Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 58–67, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.25761/anaisihmt.476.
HIBMA, J. E. et al. Rifapentine Population Pharmacokinetics and Dosing Recommendations for Latent Tuberculosis Infection. American journal of respiratory and critical care medicine, v. 202, n. 6, p. 866–877, 15 set. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32412342/
DORMAN, S. E. et al. Four-Month Rifapentine Regimens with or without Moxifloxacin for Tuberculosis. New England Journal of Medicine, v. 384, n. 18, p. 1705-1718, 2021. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2033400.
VARGAS, A. S. et al. Tratamento encurtado de quatro meses para Tuberculose pulmonar: evidências atuais e perspectivas clínicas. Brazilian Journal of Health Review, v. 8, n.2, p. 01-07, 2025. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/79234/54747
MONTEIRO, M. A. et al. Eradicating latent tuberculosis: use of interferon gamma release assay and isoniazid/rifapentine in people living with HIV/AIDS. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 67, 1 jan. 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rimtsp/a/kwrwcrRWGgxynX3TbTMqV8J/
HERRERA, T. M. et al. Experiencia piloto con esquema rifapentina-isoniazida semanal por 3 meses para tratamiento de la infección tuberculosa latente en el Programa Nacional de Tuberculosis de Chile. Rev. chil. enferm. respir, 2020, 1;36(3):215–22. Disponível em: http://dx.doi.org/10.4067/S0717-73482020000300215.
STERLING, T. et al. Diretrizes para o tratamento da infecção latente por tuberculose: recomendações da Associação Nacional de Controladores de Tuberculose e do CDC, 2020. MMWR Recomm Rep. 2020; 69 (1): 1-11. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7041302/
YU, Y.Y. et al. Associação de Polimorfismos Genéticos de Enzimas Metabólicas de Medicamentos e Reações Adversas a Medicamentos em Pacientes Recebendo Terapia com Rifapentina e Isoniazida para Tuberculose Latente. Int. J. Environ. Res. Saúde Pública. 2020; 17: 210-8. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31892222/
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Sarah Giovanna Rodrigues Gonçalves, Samara Gabryela Rodrigues Gonçalves, Denise Rodrigues Chagas Gonçalves , Lucas Carvalho de Oliveira, Ana Carla Carvalho Figueredo , Letícia Uinatanny Silva Bessa, Thayná dos Reis Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



