Tratamento para síndrome de abstinência neonatal a opióides: revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p975-991Palavras-chave:
Síndrome de Abstinência Neonatal; Recém Nascido; Opióides.Resumo
Este artigo buscou analisar, por meio de uma revisão sistemática, as evidências relacionadas às estratégias de tratamento da Síndrome de Abstinência Neonatal associada ao uso de opioides, com o objetivo de avaliar a eficácia, segurança e aplicabilidade das intervenções disponíveis. O estudo foi conduzido conforme as diretrizes PRISMA, com formulação da questão norteadora pelo método PICO. A busca foi realizada nas bases BVS, PubMed e Web of Science, utilizando descritores controlados e termos livres relacionados à síndrome, opioides e população neonatal. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais com grupo comparador, sendo selecionados seis estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, em razão da heterogeneidade metodológica entre os estudos. Os resultados demonstraram que não há evidência robusta de superioridade entre os principais fármacos utilizados, como morfina e metadona, em relação à duração do tratamento e tempo de internação. Terapias adjuvantes, como a clonidina, mostraram-se promissoras, embora dependentes de ajustes posológicos. Além disso, intervenções não farmacológicas, como amamentação e alojamento conjunto, estiveram associadas a melhores desfechos clínicos.Conclui-se que o manejo da síndrome é multifatorial e influenciado por fatores clínicos e institucionais, sendo necessária a padronização de protocolos e o desenvolvimento de estudos mais robustos.
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