EFEITO DA POLIFARMÁCIA NA QUALIDADE E EXPECTATIVA DE VIDA DOS IDOSOS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p950-959Palavras-chave:
Saúde do IdosoResumo
O envelhecimento populacional tem promovido importantes transformações no perfil epidemiológico mundial, com aumento da prevalência de doenças crônicas e consequente ampliação do uso contínuo de medicamentos entre idosos. Nesse cenário, a polifarmácia, geralmente definida como o uso concomitante de cinco ou mais fármacos, tornou-se uma condição frequente na prática clínica geriátrica e um desafio para os sistemas de saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar a literatura recente acerca da influência da polifarmácia sobre a qualidade e a expectativa de vida da população idosa. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa realizada a partir de publicações indexadas nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar entre 2020 e 2025. Os resultados demonstram que a polifarmácia está associada ao aumento de reações adversas, interações medicamentosas, hospitalizações recorrentes, comprometimento funcional, fragilidade e mortalidade. Observou-se ainda impacto negativo na qualidade de vida decorrente da redução da autonomia, da piora cognitiva e da baixa adesão terapêutica. Conclui-se que a polifarmácia constitui um importante fator de risco para desfechos clínicos desfavoráveis em idosos, exigindo monitorização contínua e estratégias de racionalização terapêutica para promoção de envelhecimento saudável.
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