O PAPEL DA ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL DE GESTANTES COM PRÉ-ECLAMPSIA: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p653-666Palavras-chave:
Assistência de Enfermagem; pré-natal; pré-eclâmpsia; humanização da assistência.Resumo
A gestação envolve transformações fisiológicas complexas que, quando inadequadas, podem levar a complicações graves como a pré-eclâmpsia. Esta condição é uma das principais causas de mortalidade materna e exige uma assistência qualificada, uma vez que o desconhecimento e a ansiedade das gestantes podem agravar o quadro. A relevância do estudo reside na necessidade de superar falhas na assistência e reduzir óbitos evitáveis por meio de um cuidado humanizado e técnico. O objetivo deste estudo consiste em analisar as práticas assistenciais de enfermagem frente à pré-eclâmpsia no pré-natal, buscando compreender como a atuação do enfermeiro pode favorecer um cuidado humanizado, eficaz e direcionado à prevenção de complicações materno-fetais. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura baseada na análise de estudos e evidências científicas que abordam a assistência de enfermagem, a fisiopatologia da pré-eclâmpsia e as estratégias de acolhimento na atenção primária. Os dados indicam que a atuação do enfermeiro é determinante para o manejo da pré-eclâmpsia através da detecção precoce de sinais clínicos (hipertensão, proteinúria e edema) e do uso da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Com isso, ressalta-se que o diagnóstico precoce, aliado ao vínculo de confiança, à escuta sensível, à educação em saúde capacitando a mulher para o autocuidado e o reconhecimento de sintomas de alerta (visão turva, cefaleia e dor epigástrica) são os pilares para uma assistência segura e humanizada, reduzindo significativamente os desfechos adversos.
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Referências
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