Carga Ácida da Dieta e Osteoporose em Mulheres

Estudo Transversal

Autores

  • Júlia Barroca Faculdade Pernambucana de Saúde
  • Fernanda Camila Ferreira da Silva Calisto Universidade Federal de Pernambuco
  • Elisandra Macêdo Lima Correia

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p666-681

Palavras-chave:

Osteoporose, Densidade mineral óssea, Acidose, Fraturas Ósseas, Polimedicação

Resumo

Introdução: A osteoporose é uma doença sistêmica caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pelo aumento do risco de fraturas, especialmente em mulheres na pós-menopausa. As alterações hormonais desse período aceleram a perda óssea, comprometendo a funcionalidade e a qualidade de vida. Além de fatores biológicos, padrões alimentares modernos, marcados pelo elevado consumo de alimentos ultraprocessados, podem influenciar o metabolismo ósseo por alterações no equilíbrio ácido-base. O potencial de carga ácida renal (PRAL) é utilizado para estimar o potencial acidificante da dieta. Contudo, ainda há uma lacuna na literatura quanto à associação entre o PRAL e a osteoporose na população brasileira. Objetivo: Investigar a possível associação entre o potencial acidificante da dieta e a presença de osteoporose em mulheres. Métodos: Estudo observacional transversal realizado com 75 mulheres atendidas em um hospital de referência em Recife, Pernambuco, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. As participantes responderam a questionário estruturado e foram submetidas à avaliação antropométrica, análise da composição corporal por bioimpedância e determinação do pH urinário. Resultados: O potencial de carga ácida renal (PRAL) médio foi de 12,3 ± 17 mEq/dia, com 78,7% das participantes apresentando valores positivos, indicando predomínio de padrão alimentar acidogênico. A prevalência de osteoporose foi de 29,3%, compatível com estimativas internacionais. Observou-se associação significativa entre polimedicação e osteoporose (p = 0,0455), enquanto tabagismo, inatividade física e múltiplas comorbidades foram frequentes, mas sem significância estatística. O perfil nutricional indicou que 61,3% das participantes apresentaram excesso de peso pelo índice de massa corporal, 86,7% apresentaram percentual de gordura corporal elevado e 10,7% massa muscular esquelética apendicular reduzida. Conclusão: O uso de polimedicação foi significativamente associado ao diagnóstico de osteoporose em mulheres. Em contraste, a carga ácida da dieta não apresentou associação com a presença da doença.

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Publicado

2026-06-12

Como Citar

Barroca, J., Calisto, F. C. F. da S., & Correia, E. M. L. (2026). Carga Ácida da Dieta e Osteoporose em Mulheres: Estudo Transversal. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 666–681. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p666-681