Internações por Doença de Hodgkin no Brasil: análise epidemiológica e desigualdades regionais e sociodemográficas, 2020–2026
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p851-865Palavras-chave:
Doença de Hodgkin, epidemiologia, internações, DATASUS, BrasilResumo
A Doença de Hodgkin, também denominada linfoma de Hodgkin, é uma neoplasia maligna do sistema linfático caracterizada pela presença de células de Reed-Sternberg e por elevada possibilidade de cura quando diagnosticada precocemente (INCA, 2022). Apesar de relativamente rara, apresenta relevância epidemiológica por acometer predominantemente adolescentes e adultos jovens, além de demandar assistência especializada. No Brasil, a análise de internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde constitui importante ferramenta para compreensão da carga da doença e das desigualdades no acesso aos serviços de saúde (BRASIL, 2026). O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico e a tendência temporal das internações por Doença de Hodgkin no Brasil, no período de 2020 a 2026. Trata-se de estudo retrospectivo, quantitativo e epidemiológico, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram analisadas variáveis como ano de atendimento, sexo, faixa etária, raça/cor e distribuição geográfica. No período estudado, foram registradas 34.273 internações, com discreta predominância do sexo masculino (55,5%) e maior concentração de casos na faixa etária de 20 a 29 anos. Observou-se predominância de indivíduos pardos (46,2%) e concentração das internações na Região Sudeste (44,4%). A análise temporal evidenciou tendência crescente das internações, com redução inicial associada à pandemia de COVID-19 e posterior recuperação. Os resultados evidenciam desigualdades regionais e sociodemográficas no acesso ao diagnóstico e tratamento da doença, reforçando a necessidade de fortalecimento da rede oncológica e de estratégias voltadas à equidade em saúde.
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Referências
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