Clozapina como segunda linha em psicose de primeiro episódio: revisão integrativa comparando eficácia com olanzapina e amissulprida

Autores

  • Luiza Sulzbach Silveira
  • Eduarda Corrêa Néis
  • Ana Beatriz Elicker Busato
  • Tayná Gyulia Dalla Gasperina
  • Laís Dalmolini
  • Diogo Maurer petrarca
  • Davi Leal landim cruz
  • Manuela Maria Meneses de Oliveira Costa
  • Augusto Artur Gonçalves Jorge
  • Valnilson Dias Reis
  • Thais De Oliveira Rosendo
  • Stefanie Beatriz Antunes Smit
  • Kalil Marques fraiha
  • Mel Paz Andrade robles
  • Erick Felipe Schuindt Ribeiro
  • Rafaela Luiza Da Costa Rocha
  • Rosiane Oliveira da Silva Bastos
  • Ísis Bruna Vasques Carvalho
  • Tamilis De Azevedo Neves

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p597-611

Palavras-chave:

Clozapina, Psicose, olanzapina, Amissulprida

Resumo

Introdução: A psicose de primeiro episódio (FEP) representa um estágio neurobiologicamente crítico, no qual até 30% dos pacientes falham ao bloqueio dopaminérgico inicial. Algoritmos tradicionais postergavam a clozapina, priorizando ensaios sequenciais de eficácia decrescente e prolongando a morbidade. Objetivos: Avaliar se a clozapina, introduzida precocemente como segunda linha após falha a um primeiro antipsicótico, apresenta maior eficácia do que olanzapina ou amissulprida em pacientes com FEP. Metodologia: Revisão integrativa ancorada no referencial de Whittemore e Knafl (2005) e na hierarquia de evidência de Melnyk e Fineout-Overholt (2011). Realizaram-se buscas sistemáticas em PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS-BVS. O filtro de elegibilidade exigiu estudos originais ou secundários comparando diretamente ou indiretamente essas intervenções em psicose inicial, com extração exclusiva de dados clínicos associados a DOIs verificáveis. Resultados: Seis estudos foram incluídos (duas meta-análises, duas fases do OPTiMiSE e duas coortes algorítmicas). A evidência de comparação direta restringe-se ao ensaio de Li et al. (2026), que estabeleceu taxas de resposta de 62,5% com clozapina, 44,7% com amissulprida e 31,7% com olanzapina (P = 0,03) na segunda linha. O contingente de dados suplementar ratifica o declínio expressivo da resposta após a primeira falha terapêutica. Conclusão: Passou a existir suporte empírico direto emergente que valida a antecipação da clozapina após uma única falha em FEP. A transição dessa premissa para a prática clínica universal, entretanto, subordina-se à viabilidade logística do monitoramento hematológico rigoroso e exige replicação independente prévia.

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Referências

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Publicado

2026-05-07

Como Citar

Sulzbach Silveira, L., Corrêa Néis, E., Elicker Busato, A. B., Dalla Gasperina, T. G., Dalmolini, L., Maurer petrarca , D., Leal landim cruz , D., Meneses de Oliveira Costa, M. M., Gonçalves Jorge , A. A., Dias Reis, V., De Oliveira Rosendo , T., Antunes Smit, S. B., Marques fraiha , K., Paz Andrade robles , M., Schuindt Ribeiro, E. F., Da Costa Rocha , R. L., Oliveira da Silva Bastos, R., Vasques Carvalho , Ísis B., & De Azevedo Neves , T. (2026). Clozapina como segunda linha em psicose de primeiro episódio: revisão integrativa comparando eficácia com olanzapina e amissulprida. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(5), 597–611. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p597-611