1 1
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO TOCANTINS NO ANO DE 2018
PDF

Palavras-chave

Sífilis congênita
Epidemiologia

Como Citar

Da Costa, K. S., Silva Cabral, G. V., & Silva Montelo, L. (2023). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO TOCANTINS NO ANO DE 2018. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(5), 1687–1700. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p1687-1700

Resumo

Introdução:A sífilis congênita é uma doença bacteriana que tem como agente etiológico o Treponema pallidum. É transmitida para o concepto quando a gestante está infectada ou realizou o tratamento de forma inapropriada. A transmissão pode ser via vertical (transplacentária) ou durante o trabalho de parto. Possui quadro clínico bastante variável, e pode ser classificada como sífilis congênita precoce ou tardia. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico de casos de sífilis congênita no estado do Tocantins no ano de 2018. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, de caráter quantitativo e retrospectivo, pautado em dados secundários, extraídos do SINAN-Net. Resultados: No ano de 2018, foram confirmados 286 casos de sífilis congênita no estado do Tocantins, sendo 151 deles em neonatos do sexo masculino e 135 no sexo feminino. Quanto à raça, 90,55% dos casos foram em pacientes pardos. Em relação à escolaridade materna, 76 casos notificados eram filhos de mães de ensino fundamental incompleto e 60 delas possuíam ensino médio incompleto. A maioria dos casos de sífilis congênita foram transmitidos via transplacentária, sendo 182 casos (63,63%)  notificados durante o pré-natal e 92 no trabalho de parto. Dentre os 286 casos notificados, 13 mães não realizaram o pré-natal e 66,08% dos parceiros não realizaram tratamento para sífilis. Conclusão: Diante disso, conclui-se que, dentre os fatores que aumentam a incidência de sífilis congênita no Tocantins, destaca-se a baixa escolaridade das mães, e, na maioria dos casos, não houve tratamento dos parceiros. Assim, medidas como difundir orientações sobre a sífilis na atenção primária à saúde, associada a capacitação dos profissionais da área são cruciais para diminuir os casos da doença.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p1687-1700
PDF

Referências

AVELLEIRA, João Carlos Regazzi; BOTTINO, Giuliana. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 81, n. 2, p. 111-126, mar. 2006.

MOREIRA, K.F.A; et al. Perfil dos casos notificados de sífilis congênita, Cogitare Enfermagem, v.22, n.2, Porto Velho, 2017.

PINILLA, Gladys; CAMPOS, Lesly; DURÁN, Andrea; NAVARRETE, Jeannette; MUÑOZ, Liliana. Detección de Treponema pallidum subespecie pallidum para el diagnóstico de sífilis congénita mediante reacción en cadena de la polimerasa anidada. Biomédica, [s.l.], v. 38, n. 1, p. 128-135, 15 mar. 2018. Instituto Nacional de Salud (Colombia).

ARAÚJO C.L., SHIMIZU H.E., SOUSA A.I.A., HAMANN E.M. Incidência da sífilis congênita no Brasil e sua relação com a Estratégia Saúde da Família. Revista de Saúde Pública, v. 46, n. 3, p. 479-486, 2012

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST/AIDS. Diretrizes para controle da sífilis congênita: manual de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST/Aids. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL.Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília-DF, 2015.

MONTALVÃO, Andrea Siqueira; MARIANO, Sandra Maria Botelho. Desafios para Redução da Sífilis Congênita: avaliação da implantação das Ações do Pré-Natal no âmbito da Rede Cegonha na Atenção Básica em Palmas Tocantins. Repositório Ufba, Salvador, p. 1-49, jan. 2017.

LAFETÁ, Kátia Regina Gandra et al. Sífilis materna e congênita, subnotificação e difícil controle. Rev Bras Epidemiol, Minas Gerais, v. 19, n. 1, p. 63-74, jan-mar, 2006.

NUNES Juliana Teixeira et al. Qualidade da assistência pré-natal no Brasil: revisão de artigos publicados de 2005 a 2015. Caderno de Saúde Coletiva, v. 24, n.2, p. 252-261, 2016;

Padovani C, Oliveira RR, Pelloso SM. Syphilis in during pregnancy: association of maternal and perinatal characteristics in a region of southern Brazil. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2018;26:e3019. [Acesso em 23 de abril de 2020];

OLIVEIRA, Samara Isabela Maia de et al. Syphilis Notifications and the Triggering Processes for Vertical Transmission: A Cross-Sectional Study. International Journal Of Environmental Research And Public Health — Open Access Journal, v. 17, n. 3, p. 1-14, fev. 2020.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2023 Kassia Stefanny Da Costa, Gabriel Victor Silva Cabral, Laryssa Silva Montelo

Downloads

Não há dados estatísticos.