Resumo
Introdução:A sífilis congênita é uma doença bacteriana que tem como agente etiológico o Treponema pallidum. É transmitida para o concepto quando a gestante está infectada ou realizou o tratamento de forma inapropriada. A transmissão pode ser via vertical (transplacentária) ou durante o trabalho de parto. Possui quadro clínico bastante variável, e pode ser classificada como sífilis congênita precoce ou tardia. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico de casos de sífilis congênita no estado do Tocantins no ano de 2018. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, de caráter quantitativo e retrospectivo, pautado em dados secundários, extraídos do SINAN-Net. Resultados: No ano de 2018, foram confirmados 286 casos de sífilis congênita no estado do Tocantins, sendo 151 deles em neonatos do sexo masculino e 135 no sexo feminino. Quanto à raça, 90,55% dos casos foram em pacientes pardos. Em relação à escolaridade materna, 76 casos notificados eram filhos de mães de ensino fundamental incompleto e 60 delas possuíam ensino médio incompleto. A maioria dos casos de sífilis congênita foram transmitidos via transplacentária, sendo 182 casos (63,63%) notificados durante o pré-natal e 92 no trabalho de parto. Dentre os 286 casos notificados, 13 mães não realizaram o pré-natal e 66,08% dos parceiros não realizaram tratamento para sífilis. Conclusão: Diante disso, conclui-se que, dentre os fatores que aumentam a incidência de sífilis congênita no Tocantins, destaca-se a baixa escolaridade das mães, e, na maioria dos casos, não houve tratamento dos parceiros. Assim, medidas como difundir orientações sobre a sífilis na atenção primária à saúde, associada a capacitação dos profissionais da área são cruciais para diminuir os casos da doença.
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