Enxerto ósseo liofilizado versus biomateriais sintéticos e xenógenos uma abordagem comparativa na cirurgia oral atual
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p1015-1026Palavras-chave:
Regeneração Óssea; Biomateriais; Enxerto Ósseo; Implantes Dentários; Osseointegração; Engenharia Tecidual.Resumo
A reconstrução de defeitos ósseos na região maxilofacial constitui um desafio relevante na cirurgia oral contemporânea, especialmente diante de perdas ósseas decorrentes de extrações dentárias, traumas e doenças periodontais. Nesse cenário, os enxertos ósseos e substitutos biomateriais assumem papel fundamental para viabilizar a reabilitação com implantes dentários. O presente estudo tem como objetivo avaliar comparativamente os enxertos ósseos liofilizados, biomateriais sintéticos e xenógenos, considerando suas propriedades biológicas, taxas de reabsorção, indicações clínicas e influência na regeneração óssea. Trata-se de uma revisão de literatura de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, realizada a partir de buscas nas bases PubMed, SciELO, ScienceDirect e Google Scholar, contemplando estudos publicados entre 2021 e 2025. Os resultados evidenciam que os enxertos liofilizados apresentam boa disponibilidade e ausência de morbidade doadora, porém menor potencial osteoindutor. Os biomateriais sintéticos destacam-se pela biocompatibilidade e controle da reabsorção, enquanto os xenógenos oferecem maior estabilidade volumétrica, embora com reabsorção lenta. Observa-se ainda que fatores sistêmicos e a técnica cirúrgica influenciam significativamente os desfechos clínicos. Conclui-se que não há um biomaterial ideal universal, sendo a escolha dependente das características clínicas individuais e do planejamento terapêutico, visando maior previsibilidade e sucesso na regeneração óssea em implantodontia.
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