Avanços da Radiologia no Diagnóstico Precoce do Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p1130-1143Palavras-chave:
AVC isquêmico; Radiologia; Tomografia computadorizada; Ressonância magnética; Perfusão cerebral; Diagnóstico precoce.Resumo
Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico representa a maioria dos casos de AVC e constitui importante causa de morbimortalidade. O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso terapêutico, especialmente na indicação de terapias de reperfusão em janelas de tempo limitadas. Nesse contexto, os avanços da radiologia desempenham papel essencial na identificação rápida da isquemia cerebral e na tomada de decisões clínicas. Objetivo: Revisar os avanços recentes da radiologia no diagnóstico precoce do AVC isquêmico e seu impacto na prática clínica. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura com base em diretrizes de sociedades médicas e em artigos científicos publicados em periódicos reconhecidos nas áreas de neurologia e radiologia. Foram incluídos estudos que abordam métodos de imagem e sua aplicabilidade clínica no diagnóstico do AVC. Discussão/Resultados: A tomografia computadorizada sem contraste permanece como exame inicial de escolha na suspeita de AVC, principalmente pela rapidez e pela capacidade de excluir hemorragia intracraniana. No entanto, sua sensibilidade para detectar alterações isquêmicas precoces é limitada. A ressonância magnética, especialmente com sequência de difusão, representa um avanço significativo, permitindo identificar áreas de isquemia minutos após o início dos sintomas. Além disso, técnicas de perfusão, tanto por tomografia quanto por ressonância, possibilitam a avaliação da penumbra isquêmica, fundamental para seleção de pacientes candidatos a terapias de reperfusão, mesmo em janelas terapêuticas ampliadas. Outro avanço relevante é o uso de angiotomografia e angiorressonância, que permitem identificar oclusões arteriais, especialmente em grandes vasos, auxiliando na indicação de terapias endovasculares. A ultrassonografia Doppler também contribui na avaliação hemodinâmica e no rastreamento de estenoses carotídeas. A integração dessas modalidades, associada a ferramentas de análise automatizada, tem aprimorado a acurácia diagnóstica e reduzido o tempo até o tratamento. Conclusão: Os avanços da radiologia têm transformado o diagnóstico precoce do AVC isquêmico, permitindo abordagem mais precisa e rápida. A utilização integrada dos métodos de imagem é fundamental para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos clínicos.
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