DESEMPENHO CLÍNICO DE IMPLANTES CURTOS VERSUS IMPLANTES ZIGOMÁTICOS EM PACIENTES COM REABSORÇÃO ÓSSEA SEVERA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p681-694Palavras-chave:
Implantes dentários; Implantes curtos; Implantes zigomáticos; Maxila atrófica; Reabsorção óssea; Reabilitação oral.Resumo
A reabsorção óssea severa da maxila representa um desafio significativo para a implantodontia, especialmente em pacientes edêntulos de longa data, nos quais a perda óssea vertical e horizontal limita a instalação de implantes convencionais. Nesse contexto, os implantes curtos e os implantes zigomáticos surgem como alternativas terapêuticas previsíveis para reabilitação de maxilas atróficas, apresentando diferenças quanto à invasividade cirúrgica, estabilidade biomecânica e perfil de complicações. O objetivo deste estudo foi analisar comparativamente o desempenho clínico dos implantes curtos e dos implantes zigomáticos em pacientes com reabsorção óssea severa, considerando taxas de sobrevivência, estabilidade óssea, morbidade cirúrgica, complicações e previsibilidade funcional. Trata-se de uma revisão de literatura baseada na análise de estudos clínicos, revisões sistemáticas e pesquisas comparativas publicadas recentemente sobre o tema. A literatura demonstra que implantes curtos apresentam elevada taxa de sobrevivência, menor morbidade cirúrgica e menor tempo operatório, sendo indicados principalmente quando há altura óssea remanescente suficiente. Por outro lado, implantes zigomáticos apresentam alta previsibilidade em atrofias severas, permitindo carga imediata e reabilitação rápida, porém com maior complexidade cirúrgica e risco de complicações sinusais. Os resultados indicam que ambas as técnicas apresentam desempenho clínico favorável quando corretamente indicadas, não havendo superioridade absoluta entre elas. Conclui-se que a escolha entre implantes curtos e zigomáticos deve ser individualizada, considerando condições anatômicas, risco cirúrgico e objetivos reabilitadores, visando maior previsibilidade clínica e longevidade do tratamento.
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