EXPOSIÇÃO SOLAR E RISCO DE CARCINOMA BASOCELULAR: ANÁLISE POPULACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p537-545Palavras-chave:
Carcinoma basocelular; Exposição solar; Radiação ultravioletaResumo
Introdução: O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele não melanoma, estando fortemente associado à exposição à radiação ultravioleta. A compreensão dessa relação, especialmente em nível populacional, é fundamental para o desenvolvimento de estratégias preventivas eficazes. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura descritiva, baseada em artigos publicados entre 2016 e 2026, obtidos nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos estudos que abordassem a relação entre exposição solar e carcinoma basocelular, considerando fatores epidemiológicos, ocupacionais e biológicos. Resultados e Discussão: Os estudos analisados demonstram que a exposição solar, especialmente de forma cumulativa e ocupacional, é o principal fator de risco para o carcinoma basocelular. Indivíduos com maior tempo de exposição, principalmente trabalhadores ao ar livre, apresentam risco significativamente aumentado. Além disso, características individuais, como fototipo cutâneo, idade e uso de substâncias fotossensibilizantes, influenciam a suscetibilidade ao desenvolvimento da doença. Mecanismos moleculares, como mutações induzidas pela radiação UV, também desempenham papel importante na carcinogênese. Apesar das evidências, observa-se baixa adesão às medidas de proteção solar, o que reforça a necessidade de intervenções educativas e políticas públicas direcionadas. Conclusão: A exposição solar é um fator determinante para o desenvolvimento do carcinoma basocelular, sendo essencial a adoção de estratégias preventivas eficazes. A abordagem populacional, aliada à promoção de medidas de proteção solar, é fundamental para reduzir a incidência da doença e seu impacto na saúde pública.
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