Distribuição Demográfica e Análise da Morbidade Hospitalar por Neoplasia Maligna do Esôfago no Brasil: Estudo Observacional com Dados do SUS (2022–2025)

Autores

  • Eduarda Ienerich Marciano Universidade de Cuiabá
  • Luiggi Silva Pinheiro Universidade de Cuiabá
  • Maria Júlia Ribeiro de Rezende Universidade de Cuiabá
  • Rafael Sousa Faleiros Universidade de Várzea Grande
  • Iza Faleiros Coutinho Tiago Universidade de Cuiabá
  • Ari Coutinho Tiago Saldiba Neto Universidade de Cuiabá
  • Gabriel Estevão Tortorelli Vaz Curvo Universidade de Cuiabá
  • Maria Eduarda Bongiovanni Universidade de Cuiabá
  • Victoria Gomes Cosendei Universidade de Cuiabá
  • Rafhaela Szulczewski Universidade de Cuiabá
  • Nayana Goerck de Almeida Universidade de Cuiabá
  • Felipe Augusto Moisés Miquelin Universidade de Cuiabá

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p817-827

Palavras-chave:

Neoplasia de esôfago; Morbidade hospitalar; Epidemiologia; Sistema Único de Saúde; Saúde pública.

Resumo

O câncer de esôfago é uma neoplasia de alta letalidade e relevante impacto em saúde pública, com maior incidência em indivíduos do sexo masculino e em faixas etárias mais avançadas. Este estudo teve como objetivo analisar a morbidade hospitalar por neoplasia maligna do esôfago no Brasil, segundo faixa etária e sexo, no período de 2022 a 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponíveis no DATASUS. Foram analisadas internações por neoplasia maligna do esôfago, classificadas pela CID-10, considerando as variáveis sexo e faixa etária. No período analisado, observou-se predominância significativa de internações no sexo masculino, com maior concentração nas faixas etárias entre 50 e 69 anos, especialmente entre 60 e 69 anos. Verificou-se aumento progressivo das internações com o avanço da idade até a sexta década de vida, seguido de discreta redução em idades mais avançadas. Os achados reforçam a associação entre fatores de risco cumulativos e o desenvolvimento da doença, além de evidenciar possível diagnóstico tardio. Conclui-se que a neoplasia maligna do esôfago permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, sendo necessárias estratégias voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e controle dos fatores de risco, especialmente na população mais vulnerável.

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Publicado

2026-04-18

Como Citar

Ienerich Marciano, E., Silva Pinheiro, L., Ribeiro de Rezende, M. J., Sousa Faleiros , R., Faleiros Coutinho Tiago , I., Coutinho Tiago Saldiba Neto , A., Estevão Tortorelli Vaz Curvo, G., Bongiovanni, M. E., Gomes Cosendei, V., Szulczewski , R., Goerck de Almeida , N., & Augusto Moisés Miquelin , F. (2026). Distribuição Demográfica e Análise da Morbidade Hospitalar por Neoplasia Maligna do Esôfago no Brasil: Estudo Observacional com Dados do SUS (2022–2025). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(4), 817–827. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p817-827