SAÚDE MENTAL NO PÚERPERIO IMPLICAÇÕES PARA ASSISTÊNCIA NA ATENÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1848-1859Palavras-chave:
Saúde mental; Puerpério; Atenção Primária à Saúde; Depressão pós-parto; Enfermagem.Resumo
A saúde mental no puerpério representa um importante componente do cuidado integral à mulher, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), por envolver um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Este estudo teve como objetivo analisar as implicações da saúde mental no puerpério para a assistência na Atenção Básica, destacando os principais fatores associados ao adoecimento psíquico e as estratégias de cuidado desenvolvidas nesse nível de atenção. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados SCIELO, LILACS, BDENF e MEDLINE, utilizando os descritores “Saúde Mental”, “Período Pós-Parto” e “Atenção Primária à Saúde”, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 14 estudos selecionados após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram que o puerpério é um período de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de transtornos mentais, como a depressão pós-parto, associados a fatores como alterações hormonais, ausência de rede de apoio e vulnerabilidade social. Observou-se ainda que o sofrimento psíquico materno pode comprometer o vínculo mãe-bebê e o cuidado ao recém-nascido. No âmbito da APS, identificaram-se desafios relacionados à capacitação profissional e à integração com a Rede de Atenção Psicossocial, mas também potencialidades como o vínculo longitudinal, a escuta qualificada e as visitas domiciliares. Conclui-se que a qualificação da assistência na Atenção Básica é fundamental para a promoção da saúde mental no puerpério, sendo necessário investir em estratégias de rastreamento precoce, capacitação das equipes e fortalecimento da rede de cuidado, visando garantir atenção integral e humanizada à mulher e ao seu filho.
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Referências
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