Doença de Parkinson no Brasil: panorama epidemiológico de uma década segundo sexo e etnia (2016-2025)

Autores

  • Lara Rufato Figueiredo UniCesumar
  • Alana Beatriz Bueno Vieira
  • ⁠Manuella Marques Goi
  • Leticia Raniero de Vecchi
  • Ana Beatriz Bernardino Marques
  • Jane Helen da Silva Soares Gutierrez
  • João Pedro Nakamura Henrique
  • Maria Flor Marques
  • Valentina Helena Occhialini Bucci
  • Maria Júlia Albuquerque Vieira Martins
  • Julia Teixeira Volpe
  • ⁠Kaline Lindalva Paiva Rodrigues
  • Rafaela Vitória Pereira de Mello
  • Maria Victoria Amoroso Ladeia
  • Nicolle Stasiak Bahniuk
  • Felipe Cioffi Matos
  • Eduarda Victoria Cavali da Silva
  • Amanda Beckhauser
  • Vitória Carrara Tavares
  • Maria Eduarda Binde
  • Luiza Trochmann Fanchin

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p52-64

Palavras-chave:

Doença de Parkinson, Mortalidade, Sexo, Raça, Epidemiologia

Resumo

A doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa crônica e progressiva, cuja relevância em saúde pública tem aumentado em razão do envelhecimento populacional e da crescente demanda por cuidados prolongados. O objetivo deste estudo foi analisar a mortalidade por doença de Parkinson no Brasil segundo sexo e raça/cor, no período de 2016 a 2025. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado com dados secundários de domínio público obtidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade, disponibilizado pelo DATASUS. Foram analisadas as taxas de mortalidade por doença de Parkinson segundo sexo e raça/cor. A taxa total de mortalidade no período foi de 7,09. Segundo sexo, observou-se maior taxa no feminino (8,04) em comparação ao masculino (6,48). Em relação à raça/cor, a maior taxa foi verificada na população preta (11,49), seguida pelas categorias amarela (7,75), sem informação (7,37), parda (6,99) e branca (6,80). Os achados evidenciam desigualdades sociodemográficas na mortalidade por doença de Parkinson no Brasil, sugerindo a influência de fatores demográficos e assistenciais. Conclui-se que a mortalidade por essa enfermidade apresenta distribuição não homogênea segundo sexo e raça/cor, ressaltando a importância de políticas públicas e estratégias assistenciais orientadas pela equidade.

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Publicado

2026-04-02

Como Citar

Rufato Figueiredo, L., Bueno Vieira , A. B., Marques Goi , ⁠Manuella, Raniero de Vecchi, L., Bernardino Marques, A. B., da Silva Soares Gutierrez , J. H., Nakamura Henrique , J. P., Marques , M. F., Occhialini Bucci, V. H., Albuquerque Vieira Martins , M. J., Teixeira Volpe , J., Paiva Rodrigues , ⁠Kaline L., Pereira de Mello, R. V., Amoroso Ladeia , M. V., Stasiak Bahniuk , N., Cioffi Matos , F., Cavali da Silva , E. V., Beckhauser , A., Tavares, V. C., Binde , M. E., & Trochmann Fanchin , L. (2026). Doença de Parkinson no Brasil: panorama epidemiológico de uma década segundo sexo e etnia (2016-2025). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(4), 52–64. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p52-64