Dermatite de Contato em Crianças Menores de 5 Anos: Aspectos Clínicos, Diagnóstico Diferencial e Estratégias de Manejo
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1697-1710Palavras-chave:
Dermatite de contato; Pediatria; Dermatologia; Irritação cutânea; Diagnóstico diferencial; Manejo clínico.Resumo
Introdução: A dermatite de contato em crianças menores de cinco anos é uma condição inflamatória cutânea resultante da exposição a agentes irritantes ou alérgenos. Nessa faixa etária, a imaturidade da barreira cutânea e o contato frequente com substâncias como fraldas, produtos de higiene e metais aumentam a suscetibilidade. A condição pode impactar o conforto da criança e gerar preocupação familiar, tornando essencial o reconhecimento precoce e o manejo adequado. Objetivo: Revisar os principais aspectos clínicos, diagnóstico diferencial e estratégias de manejo da dermatite de contato em crianças menores de cinco anos. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura baseada em diretrizes de sociedades médicas e em artigos científicos publicados em periódicos reconhecidos nas áreas de dermatologia e pediatria. Foram incluídos estudos que abordam apresentação clínica, diferenciação diagnóstica e opções terapêuticas. Discussão/Resultados: A dermatite de contato pode ser classificada em irritativa ou alérgica. A forma irritativa é mais comum nessa faixa etária e resulta da exposição repetida a agentes como urina, fezes, sabonetes e lenços umedecidos. Clinicamente, manifesta-se por eritema, descamação e, em casos mais intensos, erosões. A dermatite alérgica, embora menos frequente, está associada a sensibilização a substâncias como fragrâncias, conservantes e metais. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na distribuição das lesões e na história de exposição. O diagnóstico diferencial inclui dermatite atópica, candidíase cutânea e psoríase infantil. Em casos selecionados, testes de contato podem ser considerados para identificação de alérgenos. O manejo baseia-se na identificação e remoção do agente causal, além de medidas de proteção da pele. O uso de emolientes é fundamental para restaurar a barreira cutânea. Corticosteroides tópicos de baixa potência podem ser utilizados em casos inflamatórios mais intensos. Medidas preventivas, como trocas frequentes de fraldas e uso de produtos hipoalergênicos, são essenciais. Conclusão: A dermatite de contato em crianças pequenas é condição comum e geralmente benigna. O diagnóstico clínico adequado e a remoção do agente desencadeante são fundamentais para resolução do quadro e prevenção de recorrências.
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