Influência da espessura do tecido mole peri-implantar na estabilidade marginal óssea em próteses sobre implantes

Autores

  • Verônica Cristina Apolinário
  • Ubyrajara Aquino de Castro Jùnior
  • Josiel Abrahão Pereira de Oliveira
  • Patrick Minossi França
  • Mauricio Camargo Lopes
  • Caroline dos Santos Alcantara
  • Pablo Mendonça de Souza
  • Daniel Domingues S Jr
  • Tulio Lourenço Rossi
  • Pedro Augusto Dias Lima
  • Milena Mariza Carvalho de Almeida
  • Janayna Meira Dias
  • Vitor Hugo Porto Militão
  • Gustavo Pinho de Carvalho Gomes
  • Pablo Mendonça de Souza
  • Emerson Eduardo Toldo
  • Jose Almir Rodrigues de Melo

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p937-949

Palavras-chave:

Tecido mole peri-implantar; Implantes dentários; Estabilidade óssea marginal; Fenótipo gengival.

Resumo

A reabilitação com implantes dentários tornou-se uma alternativa amplamente utilizada para a substituição de dentes perdidos, proporcionando melhora na função mastigatória, estética e qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, o sucesso a longo prazo dessas reabilitações depende não apenas da osseointegração inicial, mas também da manutenção da saúde dos tecidos peri-implantares e da estabilidade do osso marginal ao redor dos implantes. Nesse contexto, a espessura do tecido mole peri-implantar tem sido apontada na literatura como um fator importante na preservação da crista óssea e na manutenção da estabilidade peri-implantar. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a influência da espessura do tecido mole peri-implantar na estabilidade óssea marginal em próteses sobre implantes. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura de abordagem qualitativa, com levantamento de estudos científicos publicados em bases de dados como PubMed/MEDLINE, SciELO, Lilacs e Google Scholar. Foram selecionados artigos originais, revisões sistemáticas e estudos clínicos relevantes que abordassem a relação entre espessura da mucosa peri-implantar, fenótipo gengival e remodelação óssea marginal. A análise dos estudos demonstrou que tecidos moles peri-implantares mais espessos estão associados a menor perda óssea marginal, especialmente no primeiro ano após a instalação do implante e a aplicação da carga protética. Em contrapartida, tecidos moles delgados podem favorecer maior remodelação da crista óssea para o estabelecimento da largura biológica peri-implantar. Conclui-se que a espessura do tecido mole peri-implantar desempenha papel relevante na estabilidade óssea marginal, devendo ser considerada no planejamento implantológico para favorecer maior previsibilidade e longevidade das reabilitações com implantes dentários.

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Publicado

2026-03-16

Como Citar

Apolinário , V. C., Castro Jùnior , U. A. de, Oliveira, J. A. P. de, França , P. M., Lopes, M. C., Alcantara , C. dos S., Souza, P. M. de, Domingues S Jr , D., Rossi , T. L., Lima , P. A. D., Almeida , M. M. C. de, Dias , J. M., Militão, V. H. P., Gomes , G. P. de C., Souza, P. M. de, Toldo , E. E., & Melo, J. A. R. de. (2026). Influência da espessura do tecido mole peri-implantar na estabilidade marginal óssea em próteses sobre implantes. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(3), 937–949. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p937-949