Osteoporose pediátrica secundária: implicações clínicas
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p786-796Palavras-chave:
Osteoporose pediátrica; metabolismo ósseo; fragilidade óssea.Resumo
A Osteoporose Pediátrica Secundária é uma condição caracterizada pela redução da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo em crianças e adolescentes, resultando em aumento da fragilidade esquelética e maior risco de fraturas. Diferentemente da osteoporose primária, essa forma da doença geralmente está associada a condições clínicas subjacentes, como doenças crônicas, distúrbios metabólicos, uso prolongado de medicamentos ou fatores relacionados ao estilo de vida e ao estado nutricional. Considerando que a infância e a adolescência correspondem a períodos críticos para a aquisição do pico de massa óssea, alterações nesse processo podem comprometer o desenvolvimento adequado do esqueleto e aumentar o risco de complicações ao longo da vida. Este artigo tem como objetivo revisar os principais aspectos relacionados à osteoporose pediátrica secundária, incluindo fisiologia do desenvolvimento ósseo, etiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, métodos diagnósticos e estratégias terapêuticas, além de discutir suas implicações clínicas na população pediátrica. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura científica disponível em bases de dados reconhecidas na área da saúde, utilizando descritores relacionados ao metabolismo ósseo e à osteoporose em crianças e adolescentes. Foram analisados artigos científicos, revisões e diretrizes que abordam os fatores associados à perda de massa óssea na infância e suas repercussões clínicas. Os resultados da revisão demonstram que a osteoporose pediátrica secundária está frequentemente relacionada a doenças crônicas inflamatórias, distúrbios endócrinos, doenças renais, condições neuromusculares, desnutrição e uso prolongado de medicamentos como corticosteroides. Essas condições podem interferir no equilíbrio entre formação e reabsorção óssea, resultando em diminuição da densidade mineral óssea e maior suscetibilidade a fraturas. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, histórico de fraturas e exames complementares, especialmente a densitometria óssea. Conclui-se que o reconhecimento precoce dos fatores de risco e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para o manejo adequado da osteoporose pediátrica secundária. Estratégias preventivas, acompanhamento clínico regular e intervenções terapêuticas direcionadas podem contribuir para preservar a saúde óssea e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados.
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