Fatores clínicos e histopatológicos associados à progressão da queilite actínica para carcinoma espinocelular de lábio: uma revisão integrativa da literatura.

Autores

  • Amanda Vieira da Silva de Oliveira CEUMA
  • Marcos Vinícius Marinho Silva Sousa CEUMA
  • Raísa Sales de Sá
  • Thalita Santana Conceição CEUMA

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p642-660

Palavras-chave:

Queilite actínica;, Carcinoma espinocelular;, Fotocarcinogênese

Resumo

A queilite actínica (QA) é uma desordem potencialmente maligna (DPM) que acomete preferencialmente o lábio inferior, resultante da exposição crônica à radiação ultravioleta proveniente da luz solar. Clinicamente, manifesta-se por meio de placas esbranquiçadas, crostas, áreas eritematosas e ulcerações. Histopatologicamente, caracteriza-se por elastose solar, degradação das fibras colágenas e inflamação crônica, com infiltração e dilatação dos vasos sanguíneos do tecido conjuntivo. O processo de fotocarcinogênese decorrente pode culminar no desenvolvimento de carcinoma espinocelular de lábio (CEC). O objetivo deste trabalho foi analisar os fatores clínicos e histopatológicos associados à progressão da QA para CEC. Foi realizada uma revisão integrativa de literatura sobre os fatores clínicos e histopatológicos associados à malignidade da QA para CEC nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde, PubMed e Web Of Science, utilizando os seguintes descritores em inglês: “Actinic cheilitis”, “Lip neoplasms”, “Squamous cell carcinoma” e “Lip photocarcinogenesis”, combinados entre si pelo operador booleano “AND”. A QA é uma DPM que pode evoluir para CEC. Contudo, o processo de malignização da QA ainda é pouco esclarecido, uma vez que não se pode prever quais fatores levam a sua evolução para o CEC. Conclui-se que, apesar dos avanços na compreensão da QA, a previsão de sua evolução para CEC permanece incerta. A identificação de sinais clínicos, alterações histopatológicas e padrões moleculares pode contribuir para um diagnóstico mais preciso e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes, visando reduzir a incidência e a morbidade associadas ao CEC de lábio.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

- CÂMARA, P. R. et al. A comparative study using WHO and binary oral epithelial dysplasia grading systems in actinic cheilitis. Oral Diseases, v. 22, n. 6, p. 523–529, 2016. Doi:10.1111/odi.12484

- CARNEIRO, M. C. et al. Clinicopathological Analysis of Actinic Cheilitis: A Systematic Review with Meta-analyses. Head and Neck Pathology, v. 17, n. 3, p. 708–721, 1 set. 2023. Doi:10.1007/s12105-023-01543-z

- CHRUN, E. S. et al. Immunoexpression of HDAC1, HDAC2, and HAT1 in actinic cheilitis and lip squamous cell carcinoma. Oral Diseases, v. 23, n. 4, p. 505–510, 1 maio 2017. Doi: https://doi.org/10.1111/odi.12641

- CUSTÓDIO, M. et al. Expression of cancer stem cell markers CD44, ALDH1 and p75NTR in actinic cheilitis and lip cancer. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, v. 275, n. 7, p. 1877–1883, 1 jul. 2018. Doi: 10.1007/s00405-018-5002-8

- DANCYGER, A. et al. Malignant transformation of actinic cheilitis: A systematic review of observational studies. Journal of investigative and clinical dentistry, v. 9, n. 4, p. e12343, 1 nov. 2018. Doi: 10.1111/jicd.12343

- DE SOUZA, V. G. et al. Immunoexpression of PD-L1, CD4+ and CD8+ cell infiltratesand tumor-infiltrating lymphocytes (TILs) in the microenvironment of actinic cheilitis and lower lip squamous cell carcinoma. Journal of Applied Oral Science, v. 30, 2022. Doi: 10.1590/1678-7757-2021-0344

- GARCIA, N. G. et al. Asymmetrical proliferative pattern loss linked to cyclin D1 overexpression during malignant transformation of the lip epithelium. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, v. 30, n. 8, p. 1315–1320, 2016a. Doi: 10.1111/jdv.13671

- GARCIA, N. G. et al. Loss of cytokeratin 10 indicates malignant transformation in actinic cheilitis. Clinical Oral Investigations, v. 20, n. 4, p. 745–752, 1 maio 2016b. Doi: 10.1007/s00784-015-1557-6

- LOPES, M. L. D. DE S. et al. Correlation between cell cycle proteins and hMSH2 in actinic cheilitis and lip cancer. Archives of Dermatological Research, v. 308, n. 3, p. 165– 171, 1 abr. 2016. Doi: 10.1007/s00403-016-1625-z

- NAGATA, G. et al. Evaluation of epithelial dysplasia adjacent to lip squamous cell carcinoma indicates that the degree of dysplasia is not associated with the occurrence of invasive carcinoma in this site. Journal of Cutaneous Pathology, v. 45, n. 9, p. 647–651, 1 set. 2018. Doi: 10.1111/cup.13270

- PILATI, S. F. M. et al. Histopathologic features in actinic cheilitis by the comparison of grading dysplasia systems. Oral Diseases, v. 23, n. 2, p. 219–224, 1 mar. 2017. Doi: 10.1111/odi.12597

- ROGERS, R. S.; FAZEL, N. Oral dermatology: Part II. Clinics in DermatologyElsevier Inc., 1 set. 2017. Doi: 10.1016/j.clindermatol.2017.06.003

- SANTANA, T. et al. Can immunohistochemical biomarkers distinguish epithelial dysplasia degrees in actinic cheilitis? A systematic review and meta-analysis. Medicina Oral Patologia Oral y Cirugia BucalMedicina Oral S.L., 1 jan. 2020. Doi: 10.4317/medoral.23223

- SCOTTI, F. M. et al. Expression of stem cell markers Nanog and Nestin in lip squamous cell carcinoma and actinic cheilitis. Oral Diseases, v. 24, n. 7, p. 1209–1216, 1 out. 2018. Doi: 10.1111/odi.12891

- SILVA, L. V. DE O. et al. Demographic and Clinicopathologic Features of Actinic Cheilitis and Lip Squamous Cell Carcinoma: Multicentre Study Head Neck Pathology,v. 14, n. 4, p. 899–908, 1 dez. 2020. Doi: 10.1007/s12105-020-01142-2

Downloads

Publicado

2026-03-11

Como Citar

Vieira da Silva de Oliveira, A., Vinícius Marinho Silva Sousa , M., Sales de Sá, R., & Santana Conceição, T. (2026). Fatores clínicos e histopatológicos associados à progressão da queilite actínica para carcinoma espinocelular de lábio: uma revisão integrativa da literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(3), 642–660. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p642-660