Terapia farmacológica versus terapia por exercício na redução de sintomas de ansiedade em idosos
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p313-320Palavras-chave:
Ansiedade; Idosos; Exercício físico; Terapia medicamentosa; Saúde pública.Resumo
Introdução: A ansiedade é uma condição prevalente entre idosos e pode comprometer significativamente a qualidade de vida, a funcionalidade e a saúde geral dessa população. Com o envelhecimento populacional global, torna-se cada vez mais relevante investigar estratégias terapêuticas eficazes e seguras para o manejo desses sintomas. Entre as principais abordagens terapêuticas destacam-se a terapia farmacológica, especialmente com antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e intervenções não farmacológicas, como a prática regular de exercícios físicos. Objetivo: Comparar a eficácia da terapia farmacológica com a terapia por exercício na redução dos sintomas de ansiedade em idosos. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática realizada na base de dados PubMed utilizando os descritores MESH “Aged”, “Drug Therapy”, “Anxiety” e “Exercise Therapy”, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 artigos foram selecionados para análise. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que o escitalopram apresentou maior eficácia na redução dos sintomas de ansiedade quando comparado ao exercício físico isolado, além de reduzir níveis de epinefrina e sintomas depressivos. Entretanto, intervenções baseadas em exercício físico, especialmente programas aeróbicos regulares e práticas como ioga, também mostraram benefícios relevantes para a saúde mental dos idosos, incluindo melhora do humor, redução do estresse e maior bem-estar psicológico. Conclusão: Tanto a terapia farmacológica quanto a terapia por exercício demonstraram benefícios na redução da ansiedade em idosos. No entanto, abordagens combinadas e individualizadas podem proporcionar melhores resultados clínicos e maior qualidade de vida para essa população.
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Referências
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Copyright (c) 2026 Isabelle Christine Melo Correia de Oliveira, Ana Clara Oliveira Lima, Arícia de Sousa Azeredo, Caio César Balthazar da Silveira Vidal, Eduarda Caroline Ferreira Batalha, Ellen Sabrina Ramos Santos, Marina Loeser de Carvalho Lima, Maria Clara Ferreira Santos Nascimento, Mariana de Oliveira Matos, Mylenna Menezes Leite Nascimento, Pedro Henrique Costa França, Sarah Souza Marques

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