Mortalidade hopitalar por esclerose múltipla no SUS: análise por sexo e faixa etária
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1140-1152Palavras-chave:
Esclerose múltipla; Hospitalização; Mortalidade hospitalar; Letalidade; Sistema Único de Saúde.Resumo
Introdução: A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica imunomediada do sistema nervoso central, associada a surtos, progressão de incapacidade e impacto assistencial no Sistema Único de Saúde (SUS). A descrição do perfil de internações e óbitos hospitalares contribui para o planejamento da linha de cuidado e para a identificação de grupos mais vulneráveis. Objetivo: Analisar o perfil das internações e dos óbitos hospitalares por EM no Brasil, segundo sexo e faixa etária, no período de 2015 a 2024 Metodologia: Estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários agregados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponíveis no DATASUS/TABNET. Foram incluídas internações por EM (CID-10: G35) entre janeiro de 2015 e dezembro de 2024 (ano de processamento). Avaliaram-se internações, óbitos hospitalares, sexo e faixa etária, com cálculo de frequências e letalidade hospitalar. Resultados: No período, registraram-se 49.956 internações e 317 óbitos hospitalares, com letalidade global de 0,63%. Houve predomínio de internações no sexo feminino (70,07%), enquanto o sexo masculino apresentou maior letalidade (0,98% vs. 0,49%). As internações concentraram-se entre 20–49 anos (75,22%), com maior frequência em 30–39 anos. Os óbitos concentraram-se em idades mais avançadas, sobretudo a partir de 50 anos, com pico em 60–69 anos. Observou-se aumento acentuado da letalidade com a idade, atingindo valores mais elevados nas faixas ≥70 anos. Conclusão: A EM no SUS apresentou predomínio de internações em mulheres e em adultos jovens, porém óbitos e letalidade concentraram-se em faixas etárias mais avançadas, com maior letalidade no sexo masculino, reforçando a necessidade de estratégias de cuidado contínuo, prevenção de complicações e qualificação do seguimento, especialmente em pacientes mais velhos.
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