Panorama das Internações por Hanseníase na Região Sul do Brasil (2019–2024)
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p185-197Palavras-chave:
hanseníase; perfil epidemiológico; internações hospitalares; vulnerabilidade social; saúde pública.Resumo
A hanseníase permanece como uma doença infecciosa de relevância no Brasil, marcada por significativos desafios epidemiológicos e sociais. O objetivo do presente estudo foi descrever o perfil epidemiológico das internações por hanseníase na Região Sul do Brasil no período de 2019 a 2024. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e observacional, a partir da análise de dados secundários provenientes do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). As variáveis investigadas incluíram ano da internação, sexo, cor/raça, faixa etária e número de óbitos associados à doença. No total, ocorreram 3.217 internações por hanseníase, com predomínio de casos nas faixas etárias de 50 a 69 anos e prevalência entre indivíduos do sexo masculino e autodeclarados brancos. Observou-se a maior concentração de internações nos anos de 2022, 2023 e 2024, refletindo oscilações nos padrões de incidência regional. A mortalidade registrada foi de 87 óbitos, indicando a persistência de agravos graves decorrentes do diagnóstico tardio e barreiras de acesso aos serviços de saúde. As desigualdades raciais e etárias evidenciadas reforçam a associação da hanseníase à vulnerabilidade social e à exclusão no acesso aos cuidados. O estudo destaca a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e de políticas públicas direcionadas à redução de internações evitáveis e reabilitação pós-tratamento, visando a erradicação da hanseníase como problema de saúde pública na região.
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