Desigualdades raciais e etárias na mortalidade por hemorragia pós-parto no Brasil: estudo com dados do DATASUS

Autores

  • Alana Beatriz Bueno Vieira Unicesumar
  • Lara Rufato Figueiredo
  • Roberta Wisch Sobiesiak
  • Juliana Paisana Del Quiqui
  • Maria Leticia Teixeira de Paiva
  • Amanda Simanavicius Pezzutti
  • Alana De Oliveira Vicentin
  • Thamera Gabriele Darmin
  • Felipe Roberto Volpato Pereira
  • Gregório dos Reis Veiga
  • Maria Luiza Prezybylski
  • Manuela das Neves Ribas
  • Anderson Avelino Tomaz
  • Isadora Fernandes Casotti
  • Gabriela Fernandes Gobor
  • Izadora Graça de Moura
  • Rafaela Marques Valone
  • Sophia Guimarães Barreto de Carvalho
  • Laura Willemann Furlanetto
  • Maria Eduarda dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p661-674

Palavras-chave:

Hemorragia Pós-Parto, Mortalidade Materna, Raça/Cor, Idade Materna, Sistema Único de Saúde

Resumo

Introdução: A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de mortalidade materna evitável e pode refletir desigualdades no acesso e na qualidade do cuidado obstétrico. Objetivo: Analisar desigualdades raciais e etárias na mortalidade hospitalar por HPP no Brasil, entre 2015 e 2024. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS-DATASUS). Foram incluídas internações e óbitos hospitalares por HPP no período (2015-2024). As variáveis analisadas foram óbitos por raça/cor e óbitos e internações por faixa etária. Realizou-se análise descritiva (frequências absolutas e relativas) e cálculo da letalidade hospitalar por faixa etária (óbitos/internações ×100). Resultados: Identificaram-se 251 óbitos por HPP. A distribuição por raça/cor evidenciou maior frequência em mulheres pardas (122; 48,6%) e brancas (74; 29,5%), com 16 (6,4%) óbitos em mulheres pretas e 28 (11,2%) registros sem informação. Quanto ao perfil etário, as internações concentraram-se em 20-29 anos (11.673) e 30-39 anos (8.281), enquanto os óbitos foram mais frequentes em 30-39 anos (127; 51,0%), seguidos por 20-29 (65; 26,1%), 40-49 (36; 14,5%) e 15-19 (21; 8,4%). Observou-se gradiente crescente de letalidade com a idade: 0,57% (15-19); 0,56% (20-29); 1,53% (30-39); e 2,57% (40-49). Conclusão: Houve concentração de óbitos em mulheres pardas e aumento acentuado da letalidade a partir dos 30 anos, destacando a necessidade de estratégias assistenciais e de vigilância direcionadas a grupos mais vulneráveis, com foco na equidade na atenção obstétrica.

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Bueno Vieira, A. B., Rufato Figueiredo, L., Wisch Sobiesiak, R., Paisana Del Quiqui, J., Teixeira de Paiva, M. L., Simanavicius Pezzutti, A., De Oliveira Vicentin, A., Gabriele Darmin, T., Roberto Volpato Pereira, F., dos Reis Veiga, G., Prezybylski, M. L., das Neves Ribas , M., Avelino Tomaz , A., Fernandes Casotti, I., Fernandes Gobor, G., Graça de Moura , I., Marques Valone, R., Guimarães Barreto de Carvalho, S., Willemann Furlanetto , L., & dos Santos , M. E. (2026). Desigualdades raciais e etárias na mortalidade por hemorragia pós-parto no Brasil: estudo com dados do DATASUS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(3), 661–674. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p661-674