DESORDENS ORAIS POTENCIALMENTE MALIGNAS E CÂNCER BUCAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p05-22Palavras-chave:
Neoplasias bucais, Prevenção de doenças, Saúde bucalResumo
A desassistência em saúde bucal, frequentemente associada às dificuldades de acesso ao cuidado, reflete-se no cenário epidemiológico atual. Observa-se um volume elevado de diagnósticos de câncer de boca, sendo a população masculina a mais precocemente e intensamente afetada por essa patologia. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre a relação clínica e histopatológica entre as Desordens Orais Potencialmente Malignas (DOPMs) e o desenvolvimento do Carcinoma Espinocelular Oral (CECO). Metodologia: O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica em torno das bases de dados o PubMed,com o recorte temporal entre os anos de 2020 a 2025. Resultados e discussão: A identificação das patologias bucais de maior prevalência, com ênfase nas desordens orais potencialmente malignas (DOPMs), como a leucoplasia, eritroplasia e queilite actínica, é imperativa para a prática odontológica qualificada. O manejo dessas condições e a prevenção do carcinoma espinocelular oral demandam uma abordagem transdisciplinar, visando protocolos terapêuticos resolutivos. Adicionalmente, as estratégias de educação em saúde consolidam-se como pilares fundamentais na prevenção primária e no diagnóstico precoce dessas enfermidades. Considerações finais: A mitigação do câncer bucal exige a integração entre o controle de fatores de risco e o diagnóstico precoce na Atenção Primária. Para reverter os índices de mortalidade, são essenciais políticas de capacitação profissional e fluxos assistenciais estruturados que assegurem a intervenção oportuna e a equidade no cuidado.
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