Mortalidade hospitalar por aterosclerose no SUS: análise por sexo e faixa etária

Autores

  • Lara Rufato Figueiredo UniCesumar
  • Alana Beatriz Bueno Vieira
  • Juliana Paisana Del Quiqui
  • Alana De Oliveira Vicentin
  • Rafaela Marques Valone
  • Roberta Wisch Sobiesiak
  • Camille Feronato Balduino
  • Luana Vieira Duran
  • Maria Luiza Prezybylski
  • Manuela das Neves Ribas
  • Gregorio dos Reis Veiga
  • Isadora Fernandes Casotti
  • Nadia Sogabe
  • Raissa Pedroso Costa Nakano
  • Sophia Guimarães Barreto de Carvalho
  • Anderson Avelino Tomaz
  • Thamera Gabriele Darmin
  • Amanda Simanavicius Pezzutti
  • Felipe Roberto Volpato Pereira
  • Maria Leticia Teixeira de Paiva

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p23-38

Palavras-chave:

Aterosclerose; Mortalidade hospitalar; Sistema Único de Saúde; Sexo; Faixa etária.

Resumo

Introdução: A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica e multifatorial, associada a elevada morbimortalidade e importante impacto nos serviços de saúde. No Brasil, a análise de internações e óbitos por aterosclerose no Sistema Único de Saúde (SUS) permite compreender o perfil epidemiológico da doença e subsidiar estratégias de prevenção e cuidado. Objetivo: Analisar a mortalidade hospitalar por aterosclerose no SUS, no período de 2015 a 2024, segundo sexo e faixa etária. Métodos: Estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas internações e óbitos por aterosclerose no Brasil entre 2015 e 2024, segundo ano de processamento, sexo e faixa etária. A mortalidade hospitalar foi descrita em frequências absolutas, e a letalidade hospitalar foi calculada pela razão entre óbitos e internações, multiplicada por 100. A fundamentação teórica foi realizada com artigos das bases PubMed e Google Acadêmico. Resultados: No período, foram registradas 242.282 internações e 8.993 óbitos por aterosclerose no SUS, com letalidade hospitalar global de 3,71%. Houve aumento das internações de 18.240 (2015) para 28.205 (2024). O sexo masculino concentrou maior número de internações (136.279; 56,2%), enquanto os óbitos apresentaram distribuição semelhante entre os sexos, com discreto predomínio feminino (4.512; 50,2%). A letalidade hospitalar foi maior no sexo feminino (4,26%) em comparação ao masculino (3,29%). As internações concentraram-se nas faixas de 60 a 69 anos (32,9%) e 70 a 79 anos (28,1%), e os óbitos, principalmente, em indivíduos com 80 anos ou mais (36,4%). A letalidade aumentou com a idade, alcançando 9,29% na faixa de 80 anos ou mais. Conclusão: A aterosclerose apresentou elevada carga hospitalar no SUS, com aumento de internações, maior letalidade em mulheres e concentração de óbitos em idosos. Os achados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção e manejo cardiovascular com enfoque nas diferenças por sexo e no envelhecimento populacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). [Bases fisiopatológicas da aterosclerose]. 2024;34(4):380-9. doi:10.29381/0103-8559/20243404380-9.

Libby P, Buring JE, Badimon L, Hansson GK, Deanfield J, Bittencourt MS, et al. Atherosclerosis. Nature. 2021;592(7855):524-34. doi:10.1038/s41586-021-03392-8.

Ajoolabady, A., Pratico, D., Lin, L. et al.Inflammation in atherosclerosis: pathophysiology and mechanisms. Cell Death Dis 15, 817 (2024). https://doi.org/10.1038/s41419-024-07166-8

Gimbrone MA Jr, García-Cardeña G. Vascular endothelium, hemodynamics, and the pathobiology of atherosclerosis. Cardiovasc Pathol. 2013;22(1):9-15. doi:10.1016/j.carpath.2012.06.006.

Libby P, Lichtman AH, Hansson GK. Immune effector mechanisms implicated in atherosclerosis: from mice to humans. Immunity. 2013;38(6):1092-104. doi:10.1016/j.immuni.2013.06.009.

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640. Available from: https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-122-09-e20250640/0066-782X-abc-122-09-e20250640.x66747.pdf

Corrêa-Camacho CR, Dias-Melicio LA, Soares AMVC. Aterosclerose, uma resposta inflamatória. Arq Ciênc Saúde. 2007;14(1):41-8. Available from: https://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-14-1/ID205.pdf

Motta NAV, Fumian MM, Castro JP, Brito FCF. Inflamação e aterosclerose: novos biomarcadores e perspectivas terapêuticas. Rev Bras Cardiol. 2013;26(5):390-9. Available from: https://www.isao.med.br/artigos/artigos/2013-Inflamacao_e_Aterosclerose.pdf

Nunes Cdos R. Influência dos radicais livres e envolvimento do processo inflamatório na aterosclerose. Revista Vértices. 2013; doi:10.19180/1809-2667.V14N32012P53-70

Carapeto C, Montanari F, Pinela LM. Alimentação e aterosclerose: um artigo informativo. RBONE Rev Bras Obes Nutr Emagrecimento. 2017;11(68):755-63. Available from: https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/633

Downloads

Publicado

2026-03-02

Como Citar

Rufato Figueiredo, L., Beatriz Bueno Vieira , A., Paisana Del Quiqui , J., De Oliveira Vicentin , A., Marques Valone, R., Wisch Sobiesiak , R., Feronato Balduino , C., Vieira Duran, L., Prezybylski , M. L., das Neves Ribas , M., dos Reis Veiga , G., Fernandes Casotti , I., Sogabe , N., Pedroso Costa Nakano, R., Guimarães Barreto de Carvalho , S., Avelino Tomaz, A., Gabriele Darmin , T., Simanavicius Pezzutti , A., Roberto Volpato Pereira, F., & Teixeira de Paiva , M. L. (2026). Mortalidade hospitalar por aterosclerose no SUS: análise por sexo e faixa etária . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(3), 23–38. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p23-38