Mortalidade hospitalar por aterosclerose no SUS: análise por sexo e faixa etária
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p23-38Palavras-chave:
Aterosclerose; Mortalidade hospitalar; Sistema Único de Saúde; Sexo; Faixa etária.Resumo
Introdução: A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica e multifatorial, associada a elevada morbimortalidade e importante impacto nos serviços de saúde. No Brasil, a análise de internações e óbitos por aterosclerose no Sistema Único de Saúde (SUS) permite compreender o perfil epidemiológico da doença e subsidiar estratégias de prevenção e cuidado. Objetivo: Analisar a mortalidade hospitalar por aterosclerose no SUS, no período de 2015 a 2024, segundo sexo e faixa etária. Métodos: Estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas internações e óbitos por aterosclerose no Brasil entre 2015 e 2024, segundo ano de processamento, sexo e faixa etária. A mortalidade hospitalar foi descrita em frequências absolutas, e a letalidade hospitalar foi calculada pela razão entre óbitos e internações, multiplicada por 100. A fundamentação teórica foi realizada com artigos das bases PubMed e Google Acadêmico. Resultados: No período, foram registradas 242.282 internações e 8.993 óbitos por aterosclerose no SUS, com letalidade hospitalar global de 3,71%. Houve aumento das internações de 18.240 (2015) para 28.205 (2024). O sexo masculino concentrou maior número de internações (136.279; 56,2%), enquanto os óbitos apresentaram distribuição semelhante entre os sexos, com discreto predomínio feminino (4.512; 50,2%). A letalidade hospitalar foi maior no sexo feminino (4,26%) em comparação ao masculino (3,29%). As internações concentraram-se nas faixas de 60 a 69 anos (32,9%) e 70 a 79 anos (28,1%), e os óbitos, principalmente, em indivíduos com 80 anos ou mais (36,4%). A letalidade aumentou com a idade, alcançando 9,29% na faixa de 80 anos ou mais. Conclusão: A aterosclerose apresentou elevada carga hospitalar no SUS, com aumento de internações, maior letalidade em mulheres e concentração de óbitos em idosos. Os achados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção e manejo cardiovascular com enfoque nas diferenças por sexo e no envelhecimento populacional.
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