Bronquiolite Viral Aguda e Imunização passiva: A eficácia das novas imunizações passivas na prevenção de casos graves pelo Vírus Sincicial Respiratório
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p1069-1074Palavras-chave:
Bronquiolite viral aguda, Vírus sincicial respiratório, Nirsevimabe, hospitalização, SazonalidadeResumo
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA), predominantemente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), permanece como a principal etiologia de infecção do trato respiratório inferior e de hospitalização em lactentes em escala global. No Brasil, sua relevância transcende o âmbito clínico individual, configurando-se como desafio sistêmico ao Sistema Único de Saúde (SUS), em virtude da concentração de casos em menores de um ano, da sazonalidade bem definida e do expressivo impacto econômico.Este estudo analisa criticamente as evidências contemporâneas acerca da eficácia e da efetividade do nirsevimabe — anticorpo monoclonal de meia-vida prolongada — na prevenção de hospitalizações e desfechos graves relacionados ao VSR, integrando tais achados ao cenário epidemiológico e assistencial brasileiro. Trata-se de revisão integrativa que incluiu ensaios clínicos randomizados de Fase 3 e 3b, estudos de efetividade em vida real e análise ecológica nacional sobre sazonalidade, publicados entre 2022 e 2025. Os dados demonstram redução superior a 80% nas hospitalizações por VSR em contextos pragmáticos, além de proteção consistente contra desfechos de maior gravidade, como necessidade de oxigenoterapia de alto fluxo e admissão em unidade de terapia intensiva. Observa-se declínio progressivo da efetividade ao longo das semanas subsequentes à administração, porém com manutenção de proteção clinicamente relevante durante o período sazonal crítico.À luz da retomada do padrão sazonal pré-pandêmico e dos custos hospitalares expressivos registrados no país, a incorporação da imunização passiva requer planejamento temporal estratégico e análise de custo-efetividade regionalizada. O nirsevimabe desponta como intervenção com potencial estruturante para a política pública de saúde infantil, capaz de mitigar a morbidade sazonal e racionalizar a utilização de recursos hospitalares.
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Referências
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